
A publicitária Andrea Camilo, de 47 anos, denunciou o ex-marido, o capitão da Polícia Militar de São Paulo Eduardo de Moura Castro, por episódios de violência doméstica e ameaças. Segundo ela, as agressões ocorreram durante os cinco anos de casamento, inclusive quando estava grávida.
A Corregedoria da PM investiga a conduta do oficial. A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) informou que ele foi retirado do trabalho nas ruas em 2024 e, desde então, exerce apenas funções administrativas.
ALERTA DE GATILHO: A reportagem contém relatos de violência contra a mulher.

Andrea afirmou ao programa “Domingo Espetacular”, da Record, que os episódios começaram com tentativas de afastá-la de parentes e amigos. Depois, segundo o relato, passaram a incluir agressões físicas e ameaças com o uso de arma.
Uma discussão gravada pela publicitária serviu de base para a primeira denúncia de violência doméstica. Em um dos registros apresentados pela reportagem, ela pede ajuda durante uma discussão com o então marido.
Medidas protetivas foram concedidas em 2021 e 2025
A Justiça concedeu duas medidas protetivas a Andrea: a primeira em 2021 e a segunda em 2025. Segundo a publicitária, os episódios de violência psicológica continuaram mesmo depois do divórcio.
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Ela também declarou que procurou a Corregedoria e a Ouvidoria da Polícia Militar para denunciar o oficial. A reportagem informou que as reclamações foram feitas há mais de um ano.
Andrea disse ainda ter sofrido intimidações durante a separação. Ela atribuiu parte dessas ações a Daniel de Moura Castro, irmão de Eduardo, que também é capitão da PM e trabalha na Corregedoria.
Daniel pediu à Justiça a prisão preventiva da publicitária sob a acusação de injúria e difamação. O pedido foi negado.
Oficial obteve guarda provisória dos filhos
Eduardo conseguiu a guarda provisória dos dois filhos do casal, de sete e nove anos. A decisão considerou alegações de que Andrea não teria condições financeiras para cuidar das crianças e enfrentaria problemas psicológicos.
A publicitária contesta essas afirmações e recorreu da decisão. O processo corre na Justiça.
A SSP-SP informou que a investigação interna continua, sem detalhar o prazo para a conclusão da apuração nem as medidas disciplinares que poderão ser adotadas.
O iG entrou em contato com a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo para pedir informações sobre o estágio da investigação, o cumprimento das medidas protetivas e as providências da Corregedoria. A reportagem aguarda retorno.
Não foi possível localizar as defesas dos citados, tal qual a Andrea. O espaço para manifestação de todos eles segue aberto.
