
A Polícia Civil de São Paulo prendeu três suspeitos de envolvimento no caso do empresário desaparecido Marcelo Magalhães de Almeida, de 31 anos, em Carapicuíba, cidade da Grande São Paulo. A investigação passou a tratar o caso como homicídio qualificado, e um quarto suspeito segue procurado.
As prisões temporárias foram confirmadas na segunda-feira (20). Segundo o delegado Fabiano Barbeiro, titular do 1º Distrito Policial de Carapicuíba, Marcelo foi atraído para uma emboscada, mantido em cárcere e levado a uma área de mata próxima a um córrego. O corpo ainda não foi localizado.
Marcelo está desaparecido desde a noite de quinta-feira (16), quando foi visto deixando um bar. O carro blindado dele foi encontrado abandonado horas depois.
De acordo com a Polícia Civil, o empresário seguiu para um imóvel usado por Lucas Soares, apontado pelos investigadores como amigo da vítima. No local, ele teria sido rendido pelos outros envolvidos, amarrado e amordaçado.
Os suspeitos teriam obrigado Marcelo a desbloquear o celular e fazer transferências via Pix que somaram cerca de R$ 8 mil. O telefone e o carro do empresário também foram levados. Para os investigadores, porém, o dinheiro retirado da conta não teria sido a principal motivação do crime.
Marcelo teria sido colocado no próprio veículo e levado até a área de mata. Segundo a versão apresentada por um dos presos à polícia, o empresário chegou vivo ao local e teria sido morto em seguida. As autoridades ainda aguardam a localização do corpo e os resultados dos exames periciais.
Buscas pelo empresário desaparecido continuam
Manchas de sangue foram encontradas no imóvel onde Marcelo teria sido mantido. Os vestígios foram encaminhados para análise, e os resultados poderão confirmar se o material pertence ao empresário.
As buscas mobilizam equipes da Polícia Militar, do Corpo de Bombeiros e da Guarda Municipal de Carapicuíba, além de cães farejadores, drones e o helicóptero Águia. Segundo a polícia, os cães identificaram rastros que seguem em direção ao córrego.
A Polícia Civil também descartou a participação de um homem conhecido como “Fumaça”, inicialmente citado como a última pessoa vista com Marcelo. Os investigadores afirmam que o empresário foi atraído para a emboscada depois desse encontro.
