A proximidade da eleição presidencial passou a ocupar mais espaço nas estratégias dos investidores estrangeiros para o mercado brasileiro. A menos de três meses da votação, bancos internacionais reduziram o entusiasmo com apostas na valorização do real e adotaram uma postura mais seletiva em relação aos ativos locais.
Entre as instituições citadas estão Société Générale, Wells Fargo, Barclays e Jefferies.
Investidores estrangeiros na eleição brasileira adotam cautela
As instituições consideram que a combinação entre incertezas eleitorais, política fiscal e medidas de estímulo ao crédito aumenta a volatilidade esperada para os mercados. A cautela envolve principalmente as posições no câmbio e a seleção dos ativos brasileiros.
A proximidade da eleição aumenta a necessidade de acompanhar as propostas dos candidatos, a condução da política econômica e os possíveis efeitos sobre as contas públicas.
Pesquisas eleitorais, declarações dos candidatos e novas medidas econômicas podem ampliar as oscilações do real e dos demais ativos locais.
Bancos não identificam saída relevante de capital
Apesar da postura mais prudente, os analistas não identificam um movimento relevante de retirada de recursos do país. A percepção predominante é que o Brasil continua oferecendo retornos atrativos para os investidores internacionais. A mudança ocorre principalmente no nível de exposição e na escolha dos ativos, e não por meio de uma saída generalizada de capital.
Nesse cenário, investidores estrangeiros tendem a manter posições mais seletivas até que haja maior definição sobre o resultado eleitoral e os rumos da política econômica.
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