Ibovespa dispara mais de 2% com blue chips e ignora tarifaço

O Ibovespa fechou em forte alta nesta quarta-feira (22), avançando 2,44%, aos 177.547,57 pontos, no melhor desempenho desde o início do mês.

O movimento foi puxado por blue chips, com destaque para Petrobras, Vale e bancos, enquanto o mercado local descolou do cenário externo.

Dólar recua e real engata sequência positiva

O real registrou a terceira valorização consecutiva na semana, com o dólar comercial caindo 0,43%, a R$ 5,051.

Já os juros futuros (DIs) subiram ao longo de toda a curva, refletindo preocupações com inflação e cenário global.

Fluxo estrangeiro e commodities sustentam alta

Segundo analistas, a valorização da Bolsa foi impulsionada principalmente pelo fluxo de capital estrangeiro e pelo desempenho favorável de commodities.

O avanço do petróleo no mercado internacional favoreceu as ações da Petrobras, enquanto a Vale se beneficiou de dados operacionais positivos.

Vale e Petrobras lideram ganhos

A Vale (VALE3) subiu 3,96%, após divulgar resultados operacionais robustos no segundo trimestre, com o melhor desempenho para o período desde 2018.

Já a Petrobras (PETR4) avançou 2,21%, acompanhando a alta do petróleo no mercado internacional.

Bancos e WEG reforçam movimento

O setor bancário também contribuiu para a alta do índice, com ganhos de Bradesco (BBDC4), Itaú (ITUB4) e Banco do Brasil (BBAS3).

A WEG (WEGE3) se destacou entre as maiores altas, disparando 10,05% após divulgar resultados acima das expectativas.

Tarifaço segue no radar, mas impacto é compensado

Apesar da entrada em vigor da tarifa de 25% dos EUA sobre produtos brasileiros, o mercado mostrou resiliência.

Analistas destacam que parte relevante do risco já estava precificada, enquanto fatores positivos — como commodities, juros elevados e fluxo externo — compensaram o impacto no curto prazo.

Cenário externo mantém cautela

Em Wall Street, os principais índices fecharam em leve queda, com investidores aguardando a temporada de balanços e monitorando o conflito no Oriente Médio.

O avanço do petróleo, que voltou a subir com a escalada geopolítica, segue como fator de pressão sobre inflação global e decisões de política monetária.

Perspectiva segue construtiva, com riscos no radar

Instituições financeiras projetam o Ibovespa próximo dos 185 mil pontos até o fim do ano, em um cenário moderadamente otimista.

No entanto, permanecem no radar riscos como tensões geopolíticas, eleições, inflação global e desdobramentos das disputas comerciais.

O post Ibovespa dispara mais de 2% com blue chips e ignora tarifaço apareceu primeiro em BM&C NEWS.

Adicionar aos favoritos o Link permanente.