
Stifanie Ribeiro Firmino Silva, de 35 anos, foi encontrada morta, na segunda-feira (20), dentro do apartamento onde morava, no bairro Camargos, na Região Oeste de Belo Horizonte. O namorado dela se apresentou à Polícia Civil no dia seguinte, confessou o crime e foi preso.
André Junior Silva de Carvalho, de 24 anos, prestou depoimento no Departamento de Investigação de Homicídios e Proteção à Pessoa, no bairro Lagoinha. Após a confissão, ele foi preso em flagrante e encaminhado ao sistema prisional. A Polícia Civil ainda apura a motivação e como Stifanie foi morta.
Alerta de gatilho: violência contra a mulher.

O desaparecimento começou a preocupar amigos e vizinhos porque Stifanie não era vista desde quarta-feira (15). Apesar disso, mensagens continuaram sendo enviadas pelo celular dela nos dias seguintes.
Uma amiga desconfiou da forma como os textos eram escritos. Stifanie costumava enviar áudios e usar palavras no feminino, mas as respostas recebidas passaram a ser apenas digitadas e chegaram a usar o masculino. A amiga pediu uma mensagem de voz e avisou que procuraria a polícia caso não recebesse retorno.
Suspeito deixou condomínio com malas
Imagens de segurança registraram André deixando o condomínio por volta das 11h35 de segunda-feira, carregando duas malas. Testemunhas disseram que ele frequentava o imóvel havia cerca de um mês e havia sido apresentado por Stifanie como namorado.
Depois que o homem saiu, moradores foram até o apartamento. Eles sentiram um forte odor vindo do imóvel e acionaram a Polícia Militar. Stifanie foi localizada sobre a cama, coberta e já com sinais de decomposição.
Vizinhos afirmaram que André teria permanecido no local durante parte dos dias em que a vítima não foi vista. Uma moradora também relatou ter presenciado uma discussão recente entre os dois nas áreas comuns do condomínio.
O quarto estava revirado, segundo testemunhas. A polícia também apura o que havia dentro das malas levadas do apartamento e se objetos da vítima foram furtados. A causa da morte depende dos exames periciais.
O iG entrou em contato com a Polícia Civil de Minas Gerais para pedir uma nota sobre a prisão, a investigação e a causa da morte de Stifanie. O espaço segue aberto.
