
O ministro André Mendonça do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta quinta-feira (23) a Polícia Federal (PF) a abrir um inquérito investigativo sobre a movimentação financeira milionária em torno da produção do filme “Dark Horse”. A medida atende pedido da própria corporação, sob validação da Procuradoria-Geral da República (PGR).
Segundo informações preliminares do STF, o procurador-geral da República Paulo Gonet analisou os elementos apresentados pelos investigadores e chegou a conclusão de que há base legal e dados suficientes para a abertura de uma apuração formal sobre o assunto.
O que será de fato investigado?
Os investigadores vão rastrear todo o caminho do repasse que o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, antigo controlador do Banco Master, percorreu até chegar no destino final. A Polícia Federal quer entender a origem do dinheiro e o ponto final, já que os R$ 61 milhões foram transferidos por meio de um fundo de investimentos com sede no Texas, nos Estados Unidos (EUA).

Os investigadoressuspeitam que a verba foi desviada para outro fim. Baseado nisso, as apurações iniciais da corporação indicam duas hipóteses: se o dinheiro solicitado pelo por Flávio Bolsonaro (PL) a Vorcaro foi usado exclusivamente para a produção do longa-metragem; se o dinheiro custeou outras despesas.

Destinado a quem e para que uso, a possibilidade levantada pela PF é que o valor tenha financiado gastos do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) em solo americano, além de bancar estratégias políticas de aliados da família do ex-presidente Jair Bolsonaro, no exterior.
Flávio e Vorcaro: relacionamento estreito
O nome do senador no inquérito foi destacado por elementos comprovarem a existência de diálogos com o dono do Banco Master, negociando e cobrando Vorcaro quanto aos repasses ao filme biográfico do pai. A investigação agora vai buscar confirmar se esses acordos representam alguma ilicitude.

Ponto de partida sobre investigações a “Dark Horse”
O deputado federal Lindbergh Farias (PT) que deu o pontapé na ação frente o STF. No seu requerimento, o parlamentar pediu que a Corte apurasse supostas ilegalidades financeiras da produção cinematográfica que recebeu investimento milionário suspeito. O pedido partiu após vir a público em maio de 2026 áudios divulgados pelo portal Intercept Brasil.
Inicialmente o pedido parou no gabinete do ministro Alexandre de Moras, no entando o foi determinado a pedido da presidência do Supremo que o ministro André Mendonça assumisse o caso. A redistribuição ocorreu pelo fato do magistrado já ser relator de outros processos que apuram condutas envolvendo o Caso Master e Vorcaro, caracterizando conexão direta dos assuntos.
Tanto o senador quanto o ex-deputado negam categoricamente qualquer ilegalidade a cerca do filme e afirmam que seus comportamentos ocorrem dentro da legalidade.
