
Justiça determina melhorias nos hospitais municipais de Imperatriz
A Justiça do Maranhão determinou que fosse realizada melhorias nas condições de infraestrutura e de atendimento no Hospital Municipal de Imperatriz (HMI) e no Hospital Municipal Infantil de Imperatriz (HMII). A decisão é da juíza Ana Lucrécia Bezerra Sodré.
A magistrada reconheceu os avanços registrados nas unidades de saúde, mas destacou que inspeções judiciais e relatórios técnicos recentes indicaram que os hospitais municipais de Imperatriz ainda precisam de melhorias na infraestrutura e na organização dos serviços.
A ação foi movida pelo Ministério Público do Maranhão (MPMA) e pela Defensoria Pública do Estado (DPE-MA), após vistorias iniciadas em 2023 apontarem graves deficiências nos hospitais.
✅Clique aqui para seguir o canal do g1 MA no WhatsApp
Entre os problemas apontados na sentença estão as deficiências estruturais e sanitárias, como infiltrações, presença de mofo em enfermarias, fiação elétrica exposta e interdição do elevador hospitalar pelo Corpo de Bombeiros.
A decisão também cita episódios de superlotação, demora nos atendimentos e a necessidade de reorganização do fluxo de classificação de risco.
Em relação ao quadro de profissionais, foi identificada a existência de vínculos precários em funções que devem ser ocupadas por servidores efetivos, como enfermeiros e técnicos de enfermagem, além de desfalques nas escalas de fisioterapia e nutrição.
Desde o início do processo, a Justiça acompanhou a realização de reformas em enfermarias, a aquisição de equipamentos de raio-X e de um tomógrafo, além da implantação de dez novos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), habilitados pelo Ministério da Saúde.
Justiça estabelece obrigações para o município
Para garantir a continuidade e a qualidade dos serviços prestados nos hospitais, a sentença determinou que a Prefeitura de Imperatriz deverá manter em dia os pagamentos a fornecedores de insumos e prestadores de serviços, além de apresentar um cronograma para a quitação de eventuais débitos em atraso.
A gestão municipal também deverá elaborar e executar um plano de contingência detalhado para garantir a qualidade da assistência e reduzir os impactos de possíveis situações de desassistência.
Outra determinação é a publicação oficial da lista de exames, cirurgias e demais serviços oferecidos, assim como do número real de servidores em atividade. A Justiça também proibiu a redução da quantidade de profissionais de saúde e do total de leitos operacionais disponibilizados à população.
Pedido de criação de gabinete de crise é negado
A juíza negou o pedido apresentado pelo Ministério Público e pela Defensoria Pública para a criação de um gabinete de crise interinstitucional.
Segundo a decisão, os avanços obtidos durante o andamento da ação, aliados à fiscalização contínua dos conselhos profissionais, como o Conselho Regional de Medicina (CRM) e o Conselho Regional de Enfermagem (Coren), são suficientes, neste momento, para acompanhar a gestão dos hospitais municipais.
O descumprimento das determinações judiciais poderá resultar na aplicação de sanções ao município.
O que dizem as autoridades?
Em nota, a Prefeitura de Imperatriz informou que, desde o início da atual gestão, não houve desabastecimento de medicamentos e insumos nem interrupção dos serviços nos hospitais municipais Adulto e Infantil.
A prefeitura também afirmou que foram revitalizados e reequipados 40 leitos no Socorrão e 20 leitos no Hospital Municipal Infantil. Além disso, foi concluída a reestruturação de uma enfermaria do pronto-socorro do Hospital Municipal Adulto.
O município declarou ainda que cumprirá todas as determinações da Justiça dentro dos prazos estabelecidos.
Justiça determina melhorias nos hospitais municipais de Imperatriz
Reprodução/TV Mirante
