
O motorista da coleta de lixo de Goiânia agredido durante o trabalho na madrugada da última terça-feira (21) disse ao iG que não conseguiu dormir após o ataque e relatou estar emocionalmente abalado.
O trabalhador foi levado à delegacia, registrou boletim de ocorrência e passou por exame de corpo de delito. Apesar das imagens flagrarem as agressões, o suspeito ainda não foi identificado.
Veja o momento da agressão:
O motorista da coleta de lixo de Goiânia agredido durante o trabalho na madrugada da última terça-feira (21) disse ao iG que não conseguiu dormir após o ataque e relatou estar emocionalmente abalado. O trabalhador foi levado à delegacia e registrou boletim de ocorrência. pic.twitter.com/7hWCj0PvGv
— iG (@iG) July 23, 2026
A agressão aconteceu por volta de 3h15, na avenida t-37, no Setor Bueno, na capital. Imagens de câmeras de segurança mostram o momento que os trabalhadores param em frente a um condomínio para retirar os sacos de lixo que estão em uma caçamba.
Neste momento, é possível ver quando um veículo de luxo encosta atrás do caminhão e duas pessoas descem do carro.
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O homem que saiu do veículo (de camisa preta) passa a pegar os sacos de lixo e jogar dentro do caminhão. Já a mulher que o acompanhava, sobe no estribo do caminhão e começa a dançar.
Mulher correu risco ao subir no estribo
O trabalhador relata que, ao perceber a mulher no local, desceu do caminhão para alertar o perigo da sua atitude. “Fui falar que não podia ficar alí. Você imagina, a prensa estava ligada e poderia pegar a mão da mulher com todas aquelas engrenagem”, disse ao iG.
O agressor então partiu para cima do trabalhador e desferiu golpes em dois momentos. “Ele deu dois socos. Um eu defendi e quebrou meus óculos. Depois ele veio e me deu mais um e um tapa perto do ouvido”, relatou.
Câmeras não registraram a placa com nitidez
A ocorrência foi gravada pelo sistema de monitoramento do caminhão e por câmeras de um condomínio próximo. As imagens, no entanto, não permitiram identificar a placa do veículo usado pelo casal.
Segundo o Consórcio Limpa Gyn, a câmera instalada no caminhão estava posicionada de frente para o automóvel. A intensidade dos faróis teria provocado excesso de luminosidade e impedido o registro legível da placa.
Já a câmera do condomínio estava mais distante e também não conseguiu captar os caracteres com nitidez. A empresa agora tenta identificar o automóvel, o passageiro apontado como agressor e a mulher que subiu no caminhão.
O consórcio esclareceu ainda que o homem que agrediu o trabalhador não era o motorista do carro, mas um passageiro. Após o ataque, o casal voltou ao veículo e deixou o local.
A Polícia Militar foi acionada e compareceu à região. Até a última atualização, nenhum dos envolvidos havia sido identificado.
O Consórcio Limpa Gyn informou que presta assistência ao motorista e colabora com as autoridades na apuração do caso. Este é o terceiro episódio recente de agressão contra trabalhadores da coleta de lixo registrado em Goiás.
