
Chey Tae-won, presidente do Grupo SK, participa da abertura do pregão da SK Hynix na Nasdaq, em Nova York, em 10 de julho de 2026.
REUTERS/Angelina Katsanis/Foto de Arquivo
Um tribunal da Coreia do Sul decidiu nesta sexta-feira (24) que o presidente do grupo SK, Chey Tae-won, deverá pagar 944 bilhões de wons — cerca de R$ 3,5 bilhões — à ex-esposa, Roh Soh-yeong, como parte do acordo de divórcio.
Embora seja o maior valor já concedido em um divórcio no país, a quantia é menor do que a determinada por uma decisão anterior, que havia fixado o pagamento em 1,38 trilhão de wons (cerca de R$ 5,1 bilhões).
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Especialistas afirmam que Chey pode precisar vender parte de suas ações ou usá-las como garantia para levantar o dinheiro, mas avaliam que isso não deve comprometer seu controle sobre o grupo SK, o segundo maior conglomerado da Coreia do Sul.
O caso chamou atenção porque a fortuna da empresa cresceu com o avanço da inteligência artificial.
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A fabricante de chips SK Hynix, que faz parte do grupo, tornou-se uma das principais fornecedoras de memórias usadas nos processadores de IA da Nvidia, beneficiando-se da alta demanda por semicondutores avançados.
Após a decisão, as ações da holding SK fecharam em queda de 3,8%, enquanto os papéis da SK Hynix recuaram 8,3% na Bolsa de Seul.
O Supremo Tribunal da Coreia do Sul já havia decidido que um suposto apoio financeiro dado ao grupo pelo pai de Roh, o ex-presidente Roh Tae-woo, não poderia ser considerado na divisão dos bens.
🔎 Segundo o tribunal, as ações de Chey na holding SK fazem parte do patrimônio do casal porque foram adquiridas durante o casamento e aumentaram de valor com a contribuição de ambos. Os juízes consideraram que Roh colaborou para esse patrimônio ao cuidar dos filhos, da casa e ao participar de atividades relacionadas ao grupo empresarial.
Apesar disso, Chey continuará como dono das ações. Em vez de transferir parte dos papéis para a ex-esposa, ele fará o pagamento em dinheiro, preservando sua participação e o controle sobre o conglomerado.
A decisão ainda pode ser alvo de recurso e voltar a ser analisada pelo Supremo Tribunal da Coreia do Sul.
*Com informações da Reuters
