
Fábrica da Volkswagen em Emden, na Alemanha
Lars Penning/dpa/picture alliance via DW
A Volkswagen deixou de projetar crescimento da receita neste ano. Nesta sexta-feira (24), a montadora alemã retirou a previsão anterior e passou a estimar uma queda nas vendas, em meio aos impactos das tarifas dos Estados Unidos e ao aumento da concorrência das fabricantes chinesas.
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O anúncio foi feito junto com os resultados do segundo trimestre, que mostraram uma queda de 9,5% no lucro.
Diante desse cenário, o presidente-executivo da companhia, Oliver Blume, voltou a defender uma ampla reestruturação da segunda maior montadora do mundo, incluindo a proposta de cortar 100 mil empregos para reduzir custos e aumentar a competitividade.
Agora, a Volkswagen prevê uma queda de até 3% na receita de vendas em 2026. Anteriormente, a expectativa era de crescimento de até 3%. A empresa manteve a projeção de margem operacional entre 4% e 5,5%, acima dos 2,8% registrados no ano passado.
Após o anúncio, as ações da montadora caíram 3%.
Agora no g1
Lucro trimestral abaixo das expectativas
O grupo Volkswagen, que reúne marcas como Porsche e Audi, registrou lucro operacional de 3,5 bilhões de euros (US$ 3,98 bilhões) entre abril e junho.
O resultado ficou abaixo das expectativas do mercado. Analistas consultados pela Visible Alpha esperavam uma leve alta em relação ao mesmo período do ano passado.
Já a receita do segundo trimestre somou 82,4 bilhões de euros, superando as previsões dos analistas. A margem operacional ficou em 4,2%.
