Morte de jornalista Delson Carlos: polícia usou bomba e arma de choque para prender dentista suspeita do crime


Jornalista Delson Carlos é morto a facadas no Setor Bueno
A Polícia Militar usou uma carga explosiva para abrir a porta do apartamento e uma arma de choque para conter a dentista Renata de Almeida Pedreira e Sousa, de 56 anos, suspeita de matar o jornalista Delson Carlos Henrique de Lima Barros a facadas, no Setor Bueno, em Goiânia.
Segundo a corporação, Renata permaneceu trancada no imóvel após o crime e apresentava comportamento suicida. Como as negociações conduzidas pelo Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) não tiveram sucesso, os policiais realizaram uma intervenção tática para entrar no apartamento.
Em imagens divulgadas pela Polícia Militar, é possível ouvir o momento em que os agentes utilizam explosivos para arrombar a porta do imóvel. Em seguida, a suspeita é rendida com uma arma de incapacitação elétrica, conhecida como taser.
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De acordo com a PM, Renata recebeu atendimento médico e foi encaminhada, sob custódia, para um hospital de referência.
Em nota, a Defensoria Pública de Goiás (DPE-GO), que representa Renata, informou que não vai comentar o caso. O Conselho Regional de Odontologia de Goiás (CRO-GO) disse que acompanha o caso e permanece à disposição das autoridades para colaborar dentro de suas atribuições.
Delson Carlos e Renata de Almeida
Reprodução/Redes sociais
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Investigação
Segundo o delegado Eduardo Carrara, responsável pelo flagrante, Renata foi autuada por homicídio consumado e permaneceu em silêncio durante o interrogatório, após optar por falar somente na presença da defesa.
O delegado afirmou à TV Anhanguera, que a Polícia Civil ainda vai ouvir testemunhas para esclarecer a dinâmica do crime, incluindo a companheira da suspeita, que também ficou ferida.
“Ainda não tivemos essa informação sobre a motivação. Há versões de que ela tentou defender a companheira e outras de que também a atingiu propositalmente. Tudo isso será apurado”, disse.
Carrara informou ainda que policiais militares relataram que Renata apresentava sinais de embriaguez quando foi encontrada no apartamento. No imóvel, também havia bebidas alcoólicas.
Após audiência de custódia realizada no sábado (25), a prisão em flagrante da dentista foi convertida em preventiva.
Relembre o caso
Conforme o relato da Polícia Militar, o jornalista foi morto após uma discussão envolvendo duas mulheres. Segundo o capitão Gustavo Arantes, da PM, Delson, Renata Pedreira de Sousa e Márcia Maria Carolli consumiam bebidas alcoólicas no apartamento quando um desentendimento começou.
De acordo com a corporação, Delson foi esfaqueado por Renata e morreu no local. Após o crime, a dentista permaneceu trancada no apartamento e se recusou a sair.
Delson Carlos Henrique de Lima Barros
Reprodução/Instagram de Delson Carlos
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