
A tecnologia dos semáforos inteligentes já está presente em 1.677 cruzamentos na cidade de São Paulo e, segundo a prefeitura, a inovação reduziu os índices de lentidão em 12,16% nas regiões atendidas, além de aumentar a capacidade de circulação de veículos em 5,72%; a implementação desse estilo de semáforo vem sendo feita desde 2023, e se prova cada vez mais efetiva.
Até o momento, a Prefeitura de São Paulo afirma ter investido R$ 725,5 milhões na implementação,, e tem como objetivo chegar a 2.583 cruzamentos com semáforos inteligentes. No momento, 217 estão em fase final de implantação pela cidade e 689 já tiveram seus projetos aprovados.
Onde estão os semáforos inteligentes
Atualmente, a maior concentração da tecnologia está nas subprefeituras de bairros da Zona Sul da capital, como Pinheiros, Vila Mariana, Ipiranga e Santo Amaro. Na Zona Leste, a Mooca é a que mais registra a presença dos semáforos, no centro, a subprefeitura com os números mais expressivos é a Sé.
A avaliação que indicou a redução da lentidão foi realizada pela Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), os resultados apontam melhora em todas as macrorregiões que foram observadas pela Companhia, com o melhor desempenho sendo registrado nas zonas Sudeste e Leste, onde a capacidade de circulação aumentou 12,05% e a lentidão caiu 26,04%.
Na Avenida Indianópolis, na Zona Sul, os resultados foram ainda mais expressivos, com a lentidão reduzida em 66,2%, por mais que o volume de veículos tenha aumentado em 5%. A Avenida Paes de Barros, na Zona Leste, também apresentou bons números, com a redução chegando a 57,1% e o crescimento no fluxo de veículos foi de 16,7%.
Outros lugares da cidade com resultados expressivos são: a Rua dos Trilhos, no bairro da Mooca, na Zona Leste, com uma queda de 50% na lentidão; a Avenida dos Bandeirantes, na Zona Sul, onde os índices de congestionamento diminuíram 29%; e na Avenida Salim Farah Maluf, também na Zona Leste, que apresentou redução de 22,6% na lentidão.
Como funciona
Os semáforos inteligentes funcionam a partir do sistema SCATS (Sydney Coordinated Adaptive Traffic System), que monitora o volume de veículos em tempo real, permitindo que os semáforos abram ou fechem de acordo com o fluxo, conforme a demanda de cada cruzamento.
O tempo de abertura dos semáforos é ajustado de maneira automática, reduzindo períodos de espera desnecessários nos sinais vermelhos. Assim, a tecnologia permite o aperfeiçoamento da sincronização entre os semáforos do mesmo cruzamento, melhorando a circulação nas vias.
Por mais que o sistema funcione de forma automática, ele ainda é monitorado em tempo real por equipes da CET, que podem observar o funcionamento de cada um dos semáforos a partir do Centro de Controle da companhia. No caso de acidentes, manifestações, interdições ou falhas nos equipamentos, os operadores conseguem intervir remotamente na programação dos semáforos para que a mesma se encaixe na necessidade da situação, visando uma melhora na fluidez e na segurança das vias.
Além da intervenção ocasional, o monitoramento ajuda a identificar possíveis falhas nos equipamentos e corrigi-las também de maneira remota, reduzindo o tempo de resposta do equipamento.
