
A Copa do Mundo sempre foi muito mais do que um campeonato de futebol. Para as marcas, ela representa uma das maiores plataformas globais de conexão emocional já criadas — e um dos ativos mais valiosos do marketing esportivo. Durante um mês, milhões de pessoas reorganizam a rotina, reúnem amigos, mudam hábitos de consumo e compartilham uma experiência coletiva que atravessa fronteiras. É justamente esse fenômeno que um novo estudo da Budweiser buscou medir. E os resultados ajudam a explicar por que a disputa por espaço durante o Mundial é tão intensa.
O Celebration Report, desenvolvido pela Budweiser em parceria com o Instituto On the Go e idealizado pela Africa Creative, aponta que quem acompanhou a Copa do Mundo registrou níveis de felicidade até três vezes maiores do que aqueles que não assistiram ao torneio. Mais do que um dado curioso, o levantamento evidencia um ativo cada vez mais valioso para o marketing: a capacidade de uma marca se associar a momentos genuínos de celebração.
Futebol ainda é uma poderosa plataforma de conexão
Realizada com 3.367 pessoas em 17 países, a pesquisa mostra que o impacto da Copa do Mundo vai muito além da audiência televisiva.
Durante o torneio, aproximadamente 590 milhões de pessoas organizaram churrascos, festas ou encontros para assistir às partidas. Entre os entrevistados, 69% receberam amigos e familiares em casa, enquanto 57% acompanharam os jogos em bares, praças ou na casa de outras pessoas.
Os números reforçam um comportamento que as marcas conhecem há décadas: a Copa cria ocasiões de consumo que dificilmente se repetem em outros eventos. O futebol deixa de ser apenas entretenimento e passa a funcionar como um catalisador de encontros, conversas e celebrações.
Para patrocinadores globais como a Budweiser, isso significa participar de um momento em que o consumidor está emocionalmente disponível para criar novas lembranças.
Felicidade também é indicador de marketing
Durante muito tempo, campanhas patrocinadas por grandes eventos esportivos mediam seu sucesso por métricas como alcance, frequência ou lembrança de marca. Hoje, indicadores emocionais começam a ganhar espaço.
Ao revelar que espectadores da Copa ficaram até três vezes mais felizes do que aqueles que não acompanharam o Mundial, o estudo tenta transformar uma percepção subjetiva em um dado concreto.
Essa mudança acompanha uma tendência crescente no marketing contemporâneo: entender que emoções positivas influenciam diretamente a forma como consumidores constroem vínculos com marcas.
Quando uma empresa consegue associar sua identidade a momentos de celebração, pertencimento e alegria, ela passa a disputar um espaço que vai além da preferência racional de compra.
A Copa do Mundo muda hábitos
O levantamento mostra que o Mundial altera significativamente a rotina das pessoas.
Globalmente, 57% dos entrevistados mudaram seus horários de sono ou programaram despertadores para acompanhar partidas disputadas em diferentes fusos horários. Além disso, 47% afirmaram ter feito promessas, simpatias ou rituais em favor da seleção pela qual estavam torcendo.
Os dados revelam um nível de envolvimento difícil de encontrar em outros eventos de entretenimento. O torcedor não apenas assiste ao jogo: ele reorganiza sua agenda, adapta sua rotina e cria novos hábitos durante o período da competição.
Esse comportamento explica por que tantas marcas concentram investimentos no Mundial: durante algumas semanas, elas conseguem participar de um momento que ocupa o centro da atenção do consumidor.
Futebol aproxima culturas e inspira viagens
A pesquisa também mostra que a Copa do Mundo funciona como uma vitrine cultural.
Segundo o levantamento, 86% dos participantes torceram por pelo menos uma seleção além da equipe de seu próprio país. Para 80% dos entrevistados, o torneio demonstra que pessoas de diferentes culturas podem compartilhar a mesma paixão, enquanto 72% afirmam que a competição faz o mundo parecer mais próximo.
Essa conexão ultrapassa o universo esportivo e alcança o turismo. Cerca de 62% dos participantes disseram que a Copa despertou o interesse em conhecer novos países, o que mostra como o evento influencia também desejos de consumo e experiências futuras.
A celebração continua depois do apito final
Outro aspecto interessante do estudo é que o impacto emocional da Copa permanece mesmo após o encerramento da competição.
Segundo a pesquisa, 71% dos entrevistados já demonstram entusiasmo pela edição de 2030, enquanto quase metade afirma ter buscado informações sobre o próximo Mundial.
Para o marketing, esse dado reforça que grandes eventos esportivos não geram apenas audiência momentânea. Eles criam ciclos de expectativa capazes de manter marcas relevantes durante anos.
Quando emoção também gera valor de marca
Há quatro décadas patrocinando a Copa do Mundo, a Budweiser conhece bem o potencial dessa associação. Mas o Celebration Report ajuda a transformar em números algo que o mercado observa há muito tempo: grandes eventos esportivos são capazes de mobilizar emoções em escala global.
Num cenário em que consumidores são expostos diariamente a milhares de mensagens publicitárias, participar de momentos de felicidade coletiva tornou-se um diferencial estratégico do marketing esportivo. A Copa do Mundo ainda é uma competição de futebol, mas, para as marcas, representa algo ainda maior: uma oportunidade rara de fazer parte das memórias que milhões de pessoas levarão consigo muito depois do apito final.
