
Moldado em salas de aula e no universo acadêmico, a trajetória de Fernando Haddad vai muito além da vida pública, na qual costuma ser associado. Entre a figura associada a debates acalorados e disputas eleitorais de grande visibilidade, está um chefe de família que tem rotina familiar discreta. O então candidato ao governo de São Paulo contruiu sua vida entre o direito, a economia e a administração pública.
Paulista “da gema”, Haddad nasceu na capital paulista em 25 de janeiro de 1963 e atualmente tem 63 anos. Ele é descendente de libaneses, filho do imigrante nascido no país do Oriente Médio Khalil Haddad, um tradicional comerciante e a mãe que é filha de libaneses, Norma Thereza Goussain Haddad.

Há 38 anos é casado com a cirurgiã-dentista e professora universitária Ana Estela Haddad, com quem uma casal de filhos: Frederico Haddad e Ana Carolina Haddad, ambos 33 e 26 anos, respectivamente.

Campo profissional: múltiplas atuações
Profissionalmente, Haddad acumula múltiplos trabalhos. É professor universitário lotado no Departamento de Ciência Política da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Sociais da Universidade de São Paulo (FFLCH-USP). Sua carreira acadêmica foi realizada inteiramente na USP:
- Bacharel em Direito, Universidade de São Paulo, 1985.
- Mestre em Economia, Universidade de São Paulo, 1990. Especialização em Economia Política.
- Doutor em Filosofia, Universidade de São Paulo, 1996.
Sua teses voltadas ao pensamento político e social. Antes de mergulhar no universo acadêmico, Haddad se filiou ao PT em 1983 quando ainda era estudante, consolidando 43 anos de trajetória pública junto ao partido.

Carreira política: calculismo estratégico
A trajetória política de Fernando Haddad reúne marcos importantes na esfera municipal e federal. Ele ocupou a cadeira de prefeito da cidade de São Paulo entre os anos de 2013 e 2016, após ganhar as eleições municipais.
Porém antes disso, ocupou funções técnicas de destaque na máquina pública, trabalhando como chefe de gabinete na Secretaria de Finanças e Desenvolvimento Econômico da capital paulista, na gestão de Marta Suplicy (PT), entre 2001 e 2003.
Já no primeiro mandato do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), foi assessor do Ministério do Planejamento e secretário-executivo do Ministério da Educação (MEC). Em 2005, assumiu como o ministro da pasta e ficou até o primeiro mandato de Dilma Rousseff (PT), período que participou da formulação de programas como o Portal Único de Acesso ao Ensino Superior (Prouni) e o Sistema de Seleção Unificada (Sisu).

Haddad deixou o Executivo federal para concorrer para o cargo de prefeito de São Paulo, no qual foi eleito em 2012. Em 2018, foi registrado candidato a vice presidente pelo PT junto a Lula, mas em setembro do mesmo ano foi oficializado como nome principal para a candidatura de presidente da República e não foi eleito.

De 2019 a 2022, Haddad voltou de forma integral para as atividades acadêmicas como professor na USP. Transitou nesse período entre as salas de aulas, publicação de artigos e debates públicos, principalmente no âmbito internacional, como porta-voz do Grupo de Puebla que reúne líderes progressistas da América Latina para debates de agendas regionais.
Ao longo de 2021 e 2022 articulou a sua volta ao Executivo paulista, mas para o cargo de governador do Estado de São Paulo e foi lançado como candidato oficial. Ele foi derrotado pelo atual governador Tarcísio de Freitas (Republicanos).

Posteriormente, assumiu também entre 1º de janeiro de 2023 a março de 2026, o comando do Ministério da Fazenda, deixando o cargo para se dedicar à pré-candidatura e tentar mais uma vez ocupar a vaga do governo paulista.
Com perfil voltado para planejamento econômico e sustentabilidade fiscal, sua atuação rendeu, inclusive, uma projeção internacional. Em 2024, o então ministro da fazenda, figurou na lista da revista norte-americana The 100 Most Influential Climate Leaders in Business (TIME) e sua atuação foi destaque na condução de políticas públicas de transição ecológica e emissão de títulos soberanos verdes.
