Terremoto arrasa Kumamoto e lembra tragédia de 2016

Terremoto em KumamotoKris

O forte terremoto de magnitude 7,1 que atingiu a província de Kumamoto, no sudoeste do Japão, nesta terça-feira (28), provocou destruição em diversas cidades, deixando pessoas presas sob escombros e levando o governo local a solicitar apoio das Forças de Autodefesa. O desastre também reacendeu a memória dos terremotos que devastaram a região em 2016.

Segundo a Agência Meteorológica do Japão, o tremor ocorreu às 16h27 (horário local), com epicentro a 16 quilômetros de profundidade. A intensidade sísmica máxima de 7 foi registrada na cidade de Uki e no município de Hikawa. Após o abalo principal, novos tremores de forte intensidade continuaram sendo registrados.

De acordo com o governo provincial, a polícia e os bombeiros receberam inúmeros pedidos de resgate, principalmente nas cidades de Uki e Yatsushiro. Casas desabaram e incêndios foram registrados em sequência, aumentando a gravidade da situação.

Um dos pontos mais atingidos foi o Aeon Mall Kumamoto, em Kashima, onde parte do segundo andar desabou. Equipes de resgate continuam as buscas por vítimas sob os escombros. Há relatos de uma explosão no local e de 20 a 30 funcionários desaparecidos.

Dezenas de feridos foram encaminhados ao Centro Médico Regional Norte de Yatsushiro. As autoridades emitiram alerta de emergência para 92.743 moradores de 46.610 residências, enquanto 1.512 pessoas buscaram abrigo em 181 centros de evacuação na cidade de Kumamoto.

O terremoto deixou cerca de 48 mil residências sem energia elétrica e interrompeu o abastecimento de água para aproximadamente 10,5 mil imóveis. Um alerta temporário de tsunami também foi emitido para áreas costeiras do sudoeste do Japão. Já a Autoridade de Regulação Nuclear informou que não foram registradas anormalidades nas usinas nucleares de Genkai, Sendai e Ikata.

Lembranças de 2016

O novo desastre traz à memória os terremotos que atingiram Kumamoto em abril de 2016. Na ocasião, um tremor de magnitude 6,5 atingiu a cidade de Mashiki no dia 14, seguido por outro de magnitude 7,3 dois dias depois, que também alcançou intensidade sísmica máxima 7. Os eventos deixaram dezenas de mortos, milhares de feridos e causaram danos generalizados à infraestrutura da região.

Segundo o Comitê de Pesquisa de Terremotos do governo japonês, os abalos de 2016 foram provocados pelo deslocamento de segmentos das zonas de falha de Hinagu e Futagawa.

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