“Calça da morte”: Zara é criticada após queda de clientes

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Mais uma vez a Zara virou assunto nas redes sociais. Desta vez, uma calça de modelagem ampla e comprimento exagerado, que ultrapassa os pés, chamou atenção não apenas pelo visual, mas também pelos relatos de consumidoras que afirmam ter tropeçado e caído ao usar a peça. O apelido de “calça da morte” surgiu justamente por causa desses acidentes e rapidamente ganhou força no TikTok.

A calça, de tecido fluido e pernas largas, é vendida por US$ 45,90 no site da Zara nos Estados Unidos (R$ 250). No Brasil, a marca comercializa um modelo bastante semelhante, chamado Calça Fluida Acetinada, por R$ 199.

Calça da marca Zara é alvo de polêmica por causar quedas e ferimentos Divulgação: Zara.com

A repercussão ganhou força principalmente no TikTok. Na hashtag #zaratrousers, já são mais de 2 mil publicações em que consumidoras mostram tombos, escoriações e hematomas que, segundo elas, foram provocados pelo excesso de tecido da peça. O caso também foi repercutido por veículos internacionais.

Em um dos vídeos, uma criadora de conteúdo aparece com as mãos raladas e cobertas de pedrinhas após cair usando a calça. 

Em outra publicação, uma usuária compartilhou imagens da câmera de segurança de casa mostrando o momento em que tropeça ao sair da garagem. Na legenda, brincou que a peça deveria vir com um “aviso de perigo”.

A repercussão rapidamente virou piada entre os internautas. “Essas calças merecem um documentário da Netflix”, comentou um perfil. “Eu também sou vítima. Posso dar entrevista para o documentário?”, respondeu outro usuário.

Nem fazer a barra resolveu 

Entre os comentários, muitos internautas disseram que bastaria fazer a barra da calça para evitar os acidentes. No entanto, algumas consumidoras afirmam que a solução nem sempre funciona.

Segundo elas, o problema não está apenas no comprimento, mas também na combinação entre a modelagem ampla e o tecido fluido, que faz a barra enroscar nos pés durante a caminhada, principalmente quando a peça é usada com sandálias ou calçados abertos.

Enquanto algumas pessoas sugerem alternativas, como prender o tecido com elásticos próximos aos tornozelos ou usar salto alto para impedir que a barra arraste no chão, outras acreditam que essas medidas não eliminam totalmente o risco.

De escoriações a fraturas

Os relatos compartilhados nas redes sociais vão desde machucados leves até fraturas.

A influenciadora Jessica Pearce foi uma das primeiras a viralizar, em 1º de julho, ao publicar um vídeo classificando a peça como “letal” após tropeçar na barra da calça.

Já a usuária Holly Gilmer mostrou que deixou um hospital em uma cadeira de rodas após sofrer uma queda usando o modelo. Segundo ela, o acidente resultou em uma fratura no joelho.

Outro vídeo que ganhou repercussão foi o da criadora de conteúdo Camila Ribera Roca, que ultrapassou 1 milhão de visualizações ao mostrar o momento em que tropeça na calçada e, em seguida, aparece limpando um cotovelo ensanguentado.

Quem também relatou um acidente foi a atriz Ellin Costa. Em entrevista à CBC News, ela contou que sofreu uma fratura no pulso e um corte profundo no rosto após cair usando a peça.

Se para alguns a peça virou um sucesso por acompanhar as tendências da moda, para outros ela acabou gerando um prejuízo inesperado. Além do valor desembolsado pela calça, algumas consumidoras relataram gastos com atendimento médico e medicamentos após os acidentes.

Zara ainda não comentou o caso

Enquanto isso, os vídeos seguem acumulando milhões de visualizações e dividindo opiniões entre quem elogia o estilo da peça e quem acredita que ela representa um risco no dia a dia.

A reportagem do iG entrou em contato com a Zara para solicitar um posicionamento sobre o caso, mas não recebeu resposta até a publicação desta matéria. O espaço segue aberto para manifestação da empresa.

*Estagiária sob supervisão

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