Inadimplência de FIDCs recua a 9,04% em agosto e atinge menor nível desde 2022

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A inadimplência dos Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs) multicedente e multisacado caiu para 9,04% em agosto de 2025, segundo o Índice Multiplike de Devedores (IMD). O resultado representa o menor patamar da série histórica, superando inclusive março de 2022, quando o índice chegou a 9,08%, mas sobre uma carteira consideravelmente menor. O recuo foi impulsionado pela redução dos vencidos de curto prazo, que ajudaram a compensar altas em faixas mais longas.

O volume de direitos creditórios vencidos também apresentou queda expressiva, passando de R$ 6,2 bilhões em julho para R$ 6,08 bilhões em agosto. Já o patrimônio líquido dos fundos avaliados atingiu R$ 70,2 bilhões, distribuídos entre 349 FIDCs – ligeira redução em relação aos 359 avaliados no mês anterior.

Curto prazo em queda, atrasos longos em alta

Apesar da melhora geral, o IMD mostra que o comportamento da inadimplência foi desigual entre as faixas de prazo:

  • Até 30 dias: recuo de 38,73% para 35,83%;
  • 61 a 90 dias: leve alta de 9,51% para 9,55%;
  • 181 a 360 dias: salto de 15,71% para 19,03%;
  • Acima de 360 dias: avanço de 14,89% para 16,26%.

O desempenho mostra maior eficiência nas cobranças iniciais, mas também indica aumento da persistência dos atrasos em prazos mais longos.

Multiplike mantém índice abaixo da média

No caso da Multiplike, a taxa de inadimplência segue significativamente abaixo do mercado. Apenas 0,70% da carteira de direitos creditórios está vencida, e 98,5% desses títulos têm atraso inferior a 30 dias. “Conseguimos manter esse índice porque investimos fortemente em tecnologia e em pessoas qualificadas para análise de crédito, além de contarmos com um histórico consolidado de mercado”, afirma Volnei Eyng, CEO da Multiplike.

Sobre o Índice

O Índice Multiplike de Devedores acompanha desde janeiro de 2022 a inadimplência das carteiras de FIDCs multicedente e multisacado. A métrica tem se consolidado como um dos principais termômetros da saúde das operações de crédito no Brasil, permitindo acompanhar tanto a evolução da base de recebíveis quanto a qualidade da originação.

Com o resultado de agosto, o setor reforça sua resiliência em meio ao cenário de juros elevados e crédito restrito, ao mesmo tempo em que mostra a necessidade de atenção especial aos atrasos de médio e longo prazo.

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