
Vigilância em Saúde do município registrou novos casos de doenças de Chagas em Macapá
A Superintendência de Vigilância em Saúde (SVS) confirmou 36 casos de doença de Chagas em Macapá entre janeiro e outubro de 2025. A maioria das ocorrências se concentrou na área urbana da capital. Em setembro, oito novos casos foi registrado no bairro Brasil Novo, na Zona Norte.
A doença é causada pelo protozoário Trypanosoma cruzi, transmitido principalmente pelo inseto conhecido como barbeiro. No Norte do país, a forma mais comum de contágio tem sido a ingestão de alimentos contaminados, como açaí e bacaba, sem higienização adequada.
Segundo o secretário municipal de Vigilância em Saúde, Gilmar Domingues, a doença possui duas fases: aguda e crônica. Na fase aguda, o tratamento é considerado 100% eficaz.
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Após a confirmação dos casos no Brasil Novo, equipes da SVS foram enviadas ao bairro para investigar os sintomas relatados por moradores e tentar bloquear a transmissão.
A primeira etapa da operação foi identificar pessoas com sintomas e encaminhá-las para exames laboratoriais.
“Realizamos ações para conter o avanço da doença na região. Fizemos busca ativa em 50 residências e aplicamos 50 testes. Nenhum novo caso foi detectado”, disse o secretário.
Outra medida adotada foi a inspeção sanitária em batedeiras de açaí localizadas num raio de 500 metros das casas com casos confirmados. Das 10 unidades visitadas, duas estavam fechadas, uma foi notificada para regularização e sete estavam dentro das normas da vigilância sanitária.
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Deivid Menezes
Sintomas da doença de Chagas
Fase aguda (primeiras semanas):
Febre persistente
Mal-estar geral
Inchaço no rosto ou nos olhos (sinal de Romaña)
Dor de cabeça
Cansaço excessivo
Gânglios linfáticos inchados
Náuseas e vômitos
Inchaço no local da picada do barbeiro (chagoma)
Fase crônica (anos após a infecção):
A maioria dos infectados permanece sem sintomas por anos
Cerca de 30% desenvolvem complicações cardíacas ou digestivas
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