
Promotor de Justiça do Gaeco, Lincoln Gakiya
Leonardo Bosisio/g1
Alvo de um novo plano de assassinato pelo Primeiro Comando da Capital (PCC), o promotor de Justiça Lincoln Gakya vive há mais de dez anos sob escolta policial 24 horas por dia por causa das ameaças de morte recorrentes que recebe. Ele é ameaçado pela facção ao menos desde 2005.
O promotor faz parte do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público de São Paulo) de Presidente Prudente, no interior do estado.
O Ministério Público e a Polícia Civil de São Paulo realizam na manhã desta sexta-feira (24) uma operação para cumprir 25 mandados de busca e apreensão contra suspeitos de planejarem o ataques contra o promotor e o coordenador de presídios Roberto Medina, responsável por unidades prisionais da Região Oeste do estado, responsável pelas unidades que abrigam os chefes do PCC.
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Em entrevista ao programa Conversa com Bial, exibido pela Rede Globo em julho, Gakiya comparou o isolamento social vivenciado por ele e pelos membros de sua família ao dos integrantes da facção criminosa investigada por ele há 20 anos.
“De certa maneira, eu teria mandado esses criminosos para o isolamento, e eu também fui isolado junto com eles”, disse na ocasião ao jornalista e apresentador Pedro Bial.
Operação
Os mandados contra os suspeitos de planejarem a morte de Gakya e do coordenador de presídios Roberto Medina estão distribuídos nas cidades paulistas de Presidente Prudente (11), Álvares Machado (6), Martinópolis (2), Pirapozinho (2), Presidente Venceslau (2), Presidente Bernardes (1) e Santo Anastácio (1).
