Câmara aprova CPI para apurar atuação do Conselho Tutelar em caso de bebê internado com sinais de maus-tratos em Jundiaí


Câmara Municipal de Jundiaí (SP) aprovou abertura de CPI para apurar a atuação do Conselho Tutelar dainte caso de maus-tratos
Marcos Franco/TV TEM
A Câmara Municipal de Jundiaí (SP) aprovou a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar a atuação do Conselho Tutelar diante do caso do bebê de um ano e três meses que foi internado em estado grave, com sinais de maus-tratos.
A CPI foi aprovada com 16 votos favoráveis, nesta terça-feira (23). Três vereadores não participaram da votação porque não estavam presentes, sendo: Carla Basílio (PSD), Edicarlos Vieira (União) e Zé Dias (Republicanos).
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A Câmara informou que a CPI vai investigar a possível omissão do Conselho no cumprimento de suas funções com relação à vítima. A criança, segundo o boletim de ocorrência, foi socorrida com a clavícula fraturada, o couro cabeludo queimado e múltiplas lesões no corpo.
Vereadores vão se reunir para definir membros da CPI que apura conduta do Conselho Tutelar, em Jundiaí (SP)
Marcos Franco/TV TEM
Na próxima sessão, os vereadores vão definir a composição da CPI, que poderá ter de três a 12 parlamentares, além de presidente e relator.
A criança segue internada em estado grave na UTI do Hospital Universitário (HU).
Nota divulgada pela Câmara Municipal de Jundiaí (SP) informa sobre abertura de CPI para investigar Conselho Tutelar
Câmara Municipal de Jundiaí/Reprodução
Relembre o caso
Uma médica denunciou uma mulher de 23 anos à polícia após a filha dela, de um ano e três meses, ser internada em um hospital em estado grave, em Jundiaí (SP), na tarde de sexta-feira (19).
De acordo com o boletim de ocorrência, a criança foi inicialmente levada à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Vetor Oeste e, em seguida, transferida ao Hospital Universitário (HU).
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Além dos ferimentos pelo corpo, a vítima teve quatro paradas cardíacas ainda enquanto esteva na UPA. Em fevereiro, a menina havia sido internada por oito dias por apresentar quadro de desnutrição e marcas de mordidas pelo corpo.
Ainda conforme o boletim, a vítima era acompanhada pela médica desde a primeira internação e, por isso, a profissional denunciou o caso às autoridades. O Conselho Tutelar também mantinha contato com a família, mas a mulher se mudou de endereço e não comunicou o órgão.
A mulher foi presa em flagrante, mas teve a prisão convertida em preventiva pela Justiça após passar por audiência de custódia. O caso foi registrado como lesão corporal de natureza grave e violência doméstica, e é investigado pela Polícia Civil.
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