
Frio aumenta risco de infarto e AVC em até 30% no inverno
A Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) publicou a Diretriz Brasileira de Dislipidemias e Prevenção da Aterosclerose – 2025, que substitui a versão de 2017 e traz mudanças significativas nas metas de colesterol, no diagnóstico e nas estratégias de tratamento. O objetivo é enfrentar a principal causa de morte no país: as doenças cardiovasculares, responsáveis por cerca de 400 mil óbitos anuais.
Índice de risco cardiovascular
A novidade central é a adoção de ferramentas mais abrangentes para avaliar o risco cardiovascular em 10 anos, como o escore Prevent, da American Heart Association. Esse cálculo passa a considerar não só idade, sexo e histórico clínico, mas também função renal e índice de massa corporal (IMC), ampliando a precisão na estratificação. O escore determina qual o risco do paciente de ter problemas cardiovasculares.
Cardiologista e coordenador da Unidade Coronária do Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia (IDPC), Italo Menezes Ferreira afirma que não existe um valor ideal único de colesterol para todos. “Primeiro é preciso estratificar o risco cardiovascular do paciente. Só a partir daí se define a meta de LDL adequada”, diz.
Metas mais rígidas de colesterol
A diretriz também reduziu os limites aceitáveis do colesterol LDL (“ruim”) e definiu metas também para colesterol não-HDL e apolipoproteína B. Pela primeira vez, foi criada a categoria de risco extremo, que inclui pessoas com múltiplos eventos cardiovasculares ou um episódio associado a fatores graves.
Pacientes considerados de baixo risco segundo o escore Prevent devem manter o LDL abaixo de 115 mg/dL.
Risco intermediário: LDL
