
Barqueata leva vozes da floresta à COP30
Em meio a “barqueata” com 200 embarcações, que marcou o início da Cúpula dos Povos, em Belém, o cacique Raoni e mais lideranças indígenas se mostraram preocupados com grandes empreendimentos na região amazônica e reforçaram pedido para que todos estejam envolvidos na preservação da floresta.
“Quem está lá na base, quem está lá no território, quem está lutando pela sua terra, manter e preservar a sua floresta, nós temos que ser incluídos, nós temos que participar, debater junto”, afirmou Patxon Kayapó, neto de Raoni e cacique Kayapó no Mato Grosso.
Ele participou junto do avô, que é reconhecido mundicalmente pela luta indígena e foi aplaudido por todos que estavam no mesmo barco e outras embarcações próximas. A família estava composta também pelo sobrinho do cacique Raoni, Megaron Txucarramãe.
Além de Kayapós, povos Tupinambás, Arapiuns e muitos outros guardiões da natureza se uniram com danças e cantos junto de movimentos sociais, organizações de defesa do meio ambiente e grupos religiosos que também integraram a barqueda pelas água do Rio Guamá e da Baía do Guajará.
“A Cúpula dos Povos é uma unidade das vozes em defesa do nosso território. Estamos aqui para reafirmar nossa identidade cultura e nossos direitos que temos direito”, afirmou Vivi Borari, da Caranava da Resposta, que veio da região de Santarém para integrar a barqueada.
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O percurso da barqueta começou na Universaidade Federal do Pará, e seguiu até a Vila da Barca, maior comunidade de palafitas na capital paraense, no bairro Telégrafo.
Grupo de indígenas protesta durante barqueata que antecede a Cúpula dos Povos.
AP Photo/Joshua A. Bickel
Cerca de 5 mil pessoas de 60 países pecorreram as águas da capital nos 200 barcos. Só em um deles, por exemplo, havia 600 pessoas e pessoas de todas as idades, incluindo a pequena Ana Vitória Cardoso, de 9 anos, que já sabe a importância da COP 30.
“Estão destruindo nossas florestas, acando fogo, jogando lixo, são todas essas coisas que estão fazendo. Essa semana inteira eu vou lutar para que as crises climáticas não acabem com nosso mundo”, disse.
Veja no vídeo abaixo a explicação do empreededor social Caetano Scannavino sobre a Cúpula dos Povos:
Cúpula dos Povos: Empreededor social explica o que é e importância de participar da COP
COP 30: Megaron Txucarramãe, sobrinho do cacique Raoni, esteve com ele na barqueda dos Povos
Taymã Carneiro/g1
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