PF prende preventivamente Filipe Martins após decisão do STF

Quem é Filipe Martins, o ex-assessor que segundo Mauro Cid compartilhou uma ‘minuta do golpe’ a Bolsonaro?Arthur Max/MRE

O ex-assessor presidencial Filipe Martins foi detido na manhã desta sexta-feira (2) durante uma operação da Polícia Federal em Ponta Grossa, nos Campos Gerais do Paraná. A ação ocorreu na residência do investigado e teve como base um mandado de prisão preventiva determinado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Após a abordagem, Martins foi encaminhado para uma unidade prisional da própria cidade.

Segundo informações divulgadas pela coluna Painel, da Folha de S.Paulo, três agentes da Polícia Federal participaram da operação. Até então, o ex-assessor estava submetido ao regime de prisão domiciliar, medida que havia sido concedida no último sábado (27).

Jair Bolsonaro e Filipe MartinsReprodução: Redes Sociais

De acordo com o relato apurado, os policiais chegaram ao local no início da manhã para cumprir a ordem judicial. Após ser informado sobre a decisão, Filipe Martins foi levado diretamente ao sistema penitenciário local.

Ainda conforme a apuração, nem ele nem sua defesa teriam recebido, no momento da prisão, explicações detalhadas sobre os fundamentos da medida.

A decisão do STF foi tomada após a identificação de um possível descumprimento das medidas cautelares estabelecidas anteriormente. Entre as determinações impostas pelo Supremo estava a proibição de acesso a redes sociais e plataformas digitais.

Conforme consta na decisão, Martins teria realizado uma busca na rede profissional LinkedIn, o que foi interpretado como violação das restrições fixadas pela Corte.

Filipe Martins já foi condenado no processo que apura a tentativa de ruptura institucional, sob a acusação de participação na elaboração da chamada “minuta do golpe”. Ele nega qualquer envolvimento nos fatos investigados.

Apesar da condenação, a pena ainda não está em execução definitiva, já que os recursos apresentados pela defesa seguem pendentes de análise no Judiciário.

O Portal iG procurou a Polícia Federal e a defesa de Filipe Martins por redes sociais, e-mail e telefone, mas até o momento não teve respostas.

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