O anúncio foi feito por Trump em sua rede social Truth Social nas primeiras horas da manhã, em meio a relatos de explosões intensas e aeronaves voando em baixa altitude sobre Caracas e outras regiões do país. Testemunhas relataram ao menos sete detonacões na capital venezuelana, incluindo áreas civis e instalações militares estratégicas.
“Os Estados Unidos realizaram com sucesso um ataque em grande escala contra a Venezuela e seu líder, o presidente Nicolás Maduro, que foi capturado junto com sua esposa e retirado do país”, escreveu Trump, acrescentando que a operação foi conduzida em conjunto com as forças de segurança americanas. Uma coletivade imprensa está marcada para o início da tarde, em Mar-a-Lago, na Flórida.
O que se sabe até o momento
Explosões e ataques aéreos foram ouvidos por volta das 2h da manhã (horário local) em Caracas e nos estados de Miranda, Aragua e La Guaira, com relatos de fumaça e destruição em bases militares como o Forte Tiuna e a Base Aérea de La Carlota.
A operação representa uma escalada sem precedentes nas tensões entre Washington e Caracas, após meses de pressão dos EUA sobre o regime de Maduro, incluindo acusações de narcotráfico e designação de organizações ligadas ao governo venezuelano como terroristas. Wikipedia
A VICE-presidente venezuelana, Delcy Rodríguez, exigiu “prova de vida imediata” de Maduro e de sua esposa, afirmando que o governo local não tem informações claras sobre o paradeiro do casal.
O governo venezuelano declarou estado de emergência, classificou a ação dos EUA como “agressão militar imperialista” e convocou mobilização popular para “repudiar a invasão”.
Reações internacionais começam a se formar
As respostas globais já se diversificam:
• Rússia e Cuba condenaram veementemente a ação como uma grave violação da soberania venezuelana e do direito internacional.
• Argentina, sob o governo de Javier Milei, elogiou o ataque e a captura de Maduro, classificando o movimento como um avanço contra regimes autoritários.
• Pares como Chile manifestaram preocupação com a escalada e pediram que a crise seja resolvida por meio de diálogo e respeito às normas multilaterais.
• Organismos internacionais como a ONU e a OEA já são pressionados por solicitações de debates emergenciais sobre o uso da força e a crise humanitária que pode se aprofundar. (em elaboração).
Implicações regionais e geopolíticas
Analistas apontam que a ação pode afetar toda a estabilidade da América Latina, provocando deslocamentos de refugiados e mudanças nas alianças estratégicas do continente. A operação também coloca em foco a discussão sobre autorizações legais para uso da força militar fora de fronteiras, especialmente sem clara autorização do Congresso dos EUA.
Enquanto isso, a população venezuelana enfrenta incerteza e tensão, com relatos de apagões em setores da capital e ansiedade sobre o futuro político e social do país.
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