
O proprietário do bar de esqui suíço onde 40 pessoas morreram e 119 ficaram feridas após um incêndio durante a festa de Ano Novo já havia cumprido pena por fraude, sequestro e cárcere privado, além de ser apontado como um cafetão conhecido pelas autoridades francesas. As informações foram divulgadas pelo jornal britânico Daily Mail.
O francês Jacques Moretti, atualmente na casa dos 60 anos, é apontado como responsável pelo bar Le Constellation, localizado em Crans-Montana, na Suíça. O local se transformou em uma armadilha mortal após velas de faísca, colocadas dentro de garrafas de champanhe, incendiarem rapidamente o teto do porão durante a comemoração da virada do ano.
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Histórico criminal veio à tona após tragédia
Segundo reportagens publicadas por veículos da França e da Bélgica, como o jornal francês Le Parisien e a rádio RTL, Jacques Moretti já era conhecido do sistema judicial francês. Em 2005, ele foi preso na região de Savoie, nos Alpes franceses, por envolvimento em casos de exploração sexual, além de fraude, sequestro e cárcere privado.
A RTL, citando fontes jurídicas francesas ligadas ao caso, afirmou que Moretti era considerado um “cafetão conhecido” pelas autoridades, com histórico associado a investigações que remontam a cerca de 20 anos. O Le Parisien, por sua vez, destacou que o empresário “não era um estranho ao sistema judiciário francês”, reforçando o passado criminal que veio à tona após o incêndio em Crans-Montana.
Investigação apura responsabilidade criminal
Moretti e sua esposa, Jessica Moretti, foram interrogados por promotores suíços nos dias seguintes ao incêndio. Ambos respondem em liberdade enquanto colaboram com as investigações. As autoridades apuram possíveis crimes de incêndio criminoso por negligência e homicídio culposo, caso seja comprovada responsabilidade direta.
A promotoria suíça informou que tudo indica que o fogo começou quando as velas de faíscas foram levadas muito próximas ao teto, provocando uma propagação rápida das chamas.
Falhas em inspeções e segurança
O proprietário afirmou que o bar cumpria todas as normas de segurança, mas investigações revelaram que o local teria sido inspecionado apenas três vezes em dez anos, apesar de a legislação local prever vistorias anuais em estabelecimentos abertos ao público.
