
O dólar inicia a sessão desta nesta sexta-feira (9) com investidores à espera de dados econômicos no Brasil e no exterior, além da aguardada aprovação do acordo entre União Europeia e Mercosul. O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, abre às 10h.
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▶️ Nos Estados Unidos, o Departamento do Trabalho divulga os dados do relatório de emprego conhecido como payroll. O documento traz informações sobre a criação líquida de vagas, a taxa de desemprego, o nível de participação na força de trabalho e a evolução do salário médio em dezembro.
▶️A Suprema Corte dos Estados Unidos deve anunciar ao menos uma decisão nesta sexta-feira, enquanto ainda analisa vários casos importantes. Entre eles, estão processos que questionam se as tarifas aplicadas pelo presidente Donald Trump sobre produtos importados são legais.
▶️Ainda no cenário internacional, os países da União Europeia aprovaram nesta manhã, em Bruxelas, na Bélgica, o acordo comercial com o Mercosul, após 25 anos de negociações, segundo fontes diplomáticas ouvidas por agências de notícias. A formalização dos votos, no entanto, ainda depende do envio de confirmações por escrito até as 17h no horário de Bruxelas (13h no Brasil).
▶️ No Brasil, o IBGE publica às 9h o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a inflação oficial do Brasil. A pesquisa traz os dados de dezembro e o consolidado de 2025. O mercado espera uma alta entre 0,33% e 0,35%, com a inflação anual fechando dentro do teto da meta de 4,5%.
Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair
💲Dólar
a
Acumulado da semana: -0,65%;
Acumulado do mês: -1,82%;
Acumulado do ano: -1,82%.
📈Ibovespa
C
Acumulado da semana: +1,38%;
Acumulado do mês: +1,02%;
Acumulado do ano: +1,02%.
Acordo UE-Mercosul
Os países da União Europeia concordaram em avançar com o acordo comercial com o Mercosul nesta sexta-feira (9), depois de mais de 25 anos de negociações. A decisão ainda precisa ser confirmada oficialmente por escrito, mas já permite que o tratado siga para a etapa de assinatura.
O acordo facilita o comércio entre os dois blocos, reduzindo impostos de importação e exportação. Para o Brasil, isso significa mais acesso ao mercado europeu, que tem cerca de 450 milhões de consumidores, beneficiando não só o agronegócio, mas também a indústria.
Apesar da aprovação, o tratado enfrenta resistência de alguns países, como França e Irlanda. Agricultores europeus temem que produtos do Mercosul, mais baratos, aumentem a concorrência e prejudiquem o setor agrícola local.
🔍 De forma geral, o acordo comercial prevê a redução ou eliminação gradual de tarifas de importação e exportação, além de regras comuns para temas como comércio de bens industriais e agrícolas, investimentos e padrões regulatórios. O texto é negociado há mais de 25 anos.
Se a maioria for confirmada, a União Europeia deve assinar oficialmente o acordo na próxima segunda-feira (12), no Paraguai.
Agenda econômica
Produção industrial no Brasil
A produção industrial no Brasil ficou estável em novembro, contrariando a expectativa de crescimento e reforçando a avaliação de que o setor teve pouco fôlego ao longo de 2025. O desempenho ocorre em um cenário marcado por política monetária restritiva e pelos efeitos do tarifaço imposto pelos Estados Unidos.
Os dados foram divulgados nesta quinta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Segundo pesquisa da Reuters, economistas esperavam um avanço de 0,2% no mês, após alta de 0,1% registrada em outubro.
Na comparação com novembro do ano passado, a produção industrial recuou 1,2%, resultado mais negativo do que a projeção do mercado, que indicava queda de 0,1%.
O levantamento do IBGE mostra que, em novembro, 15 dos 25 ramos industriais pesquisados registraram queda em relação ao mês anterior. A principal influência negativa veio das indústrias extrativas, cuja produção recuou 2,6%.
O resultado foi impactado pela menor produção de óleos brutos de petróleo, gás natural e minérios de ferro. Também apresentaram retração os setores de veículos automotores, reboques e carrocerias (-1,6%), produtos químicos (-1,2%), produtos alimentícios (-0,5%) e bebidas (-2,1%).
Entre as categorias econômicas, a produção de bens de consumo duráveis caiu 2,5% em novembro, enquanto a de bens intermediários recuou 0,6%. Em sentido oposto, houve alta de 0,7% na produção de bens de capital e avanço de 0,6% nos bens de consumo semi e não duráveis.
Pedidos de auxílio-desemprego nos EUA
O número de norte-americanos que entraram com novos pedidos de auxílio-desemprego aumentou de forma moderada na semana passada. O movimento indica que as demissões permaneceram relativamente baixas no fim de 2025, embora a demanda por mão de obra siga lenta.
Segundo o Departamento do Trabalho, os pedidos iniciais de auxílio-desemprego subiram em 8 mil na semana encerrada em 3 de janeiro, totalizando 208 mil solicitações, em dado com ajuste sazonal. Economistas consultados pela Reuters previam 210 mil pedidos no período.
Nas últimas semanas, os números têm mostrado instabilidade, reflexo das dificuldades de ajustar os dados às flutuações sazonais típicas do fim de ano. Ainda assim, mesmo com essa volatilidade, as demissões continuam em níveis baixos na comparação com padrões históricos.
Na véspera, o governo informou que o número de vagas de emprego em aberto caiu para o menor nível em 14 meses em novembro. No período, havia 0,91 vaga disponível para cada pessoa desempregada — abaixo das 0,97 registradas em outubro e o menor patamar desde março de 2021.
Bolsas globais
Os principais índices de Wall Street encerraram a sessão desta quinta-feira (8) com sinais mistos, conforme investidores seguem cautelosos antes do relatório de emprego na sexta-feira.
O Dow Jones Industrial Average subiu 0,55%, e o S&P 500 avançou 0,01%, enquanto o Nasdaq Composite caiu 0,44%, refletindo uma queda nas ações de tecnologia.
O mesmo aconteceu com os mercados europeus, que fecharam entre altas e baixas. Além de uma onda de vendas no setor de tecnologia, investidores ainda avaliaram resultados de grandes varejistas.
O índice Stoxx 600 caiu 0,2%, registrando o seu segundo dia de queda. Entre as principais bolsas, o DAX (Alemanha) subiu 0,02%, o FTSE 100 (Reino Unido) caiu 0,04%, o CAC 40 (França) avançou 0,12% e o FTSE MIB (Itália) subiu 0,25%.
Já as bolsas asiáticas fecharam em queda. Na China, investidores realizaram lucros em ações financeiras, enquanto em Hong Kong o pessimismo aumentou após recuos de fundos listados nos EUA.
No fechamento, os índices ficaram assim: Hang Seng -1,17% (26.149 pontos), Xangai SSEC -0,07% (4.082 pontos), CSI300 -0,82% (4.737 pontos), Nikkei -1,6% (51.117 pontos), Kospi +0,03% (4.552 pontos), Taiex -0,25% (30.360 pontos) e Straits Times -0,18% (4.739 pontos).
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