
O BBB voltou. E qual foi a grande novidade deste ano? Chamar ex-BBB pra participar. De novo! Pela quarta vez!
Antes era “gente comum virando famosa”. Agora é gente que já ficou famosa tentando bombar mais ainda.
É como se um médico te chamasse de volta pra mesma cirurgia:
“Viu, vem tratar as hemorroidas de novo. Foi tão legal da outra vez.”
A televisão continua numa fase em que tudo precisa parecer novo, desde que seja rigorosamente igual ao que já existia. A grande inovação é: não muda nada.
Lembra quando tiraram o Louro José porque o Tom Veiga morreu? E qual foi a solução? Inventaram o Louro Mané: igual até na quantidade de letras. É como trocar o pneu e dizer: notaram meu carro novo?
E isso começou já faz mais de 10 anos. Por exemplo, quando o Danilo Gentili saiu do Agora é Tarde chamaram o Rafinha Bastos pra substituir. E não teve nem aquela vontade de adaptar o programa pra cara dele.
Devem ter pensado: os dois tem quase dois metros de altura, ninguém vai notar a mudança.
Porque mexer dá trabalho, e trabalho hoje virou um risco que ninguém quer correr.
Ficar repetindo é bem mais barato e dá menos chance de errar, mesmo que ninguém esteja vendo o erro porque a audiência caiu.
Talvez a TV brasileira esteja com executivo demais e ideia de menos. Muita gente que manja de tocar a parte comercial… mas criação de verdade é o que fez a internet ser o que a TV deixou de ser há algum tempo.
A TV tá numa crise criativa tão antiga que já dava pra fazer um remake… e ela faria.
E já que a novidade é usar coisa antiga, demoraram pra regravar a música O Tempo não Para do Cazuza em ritmo de funk:
