Quem são os suspeitos foragidos ligados à morte de Ruy Ferraz

Pedro Luiz da Silva Soares, conhecido como ‘Chacal’Reprodução

Robson Roque Silva de Souza, conhecido como “Jajá”, cuja identidade vinha sendo mantida em sigilo até agora, é um dos dois integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC) que seguem foragidos da Justiça, suspeitos de envolvimento na morte do ex-delegado-geral Ruy Ferraz Fontes. Segundo as autoridades, Jajá é procurado no estado de São Paulo.

O outro foragido é Pedro Luiz da Silva Soares, conhecido como “Chacal”. Segundo a delegada Ivalda Aleixo, a informação mais recente indica que ele estaria foragido na Bolívia.

Pedro Luiz da Silva Soares (“Chacal”)

Chacal, de 54 anos, natural de Aroeiras, na Paraíba, é apontado como um dos chefes do PCC e já esteve preso na Penitenciária 2 de Presidente Venceslau, no interior paulista.

Segundo o Ministério Público, ele teria sido denunciado em outubro de 2015 por integrar uma organização criminosa armada, juntamente com outros indivíduos, reunida em uma chácara na cidade de Bauru (SP). De acordo com a acusação, o grupo mantinha armas de fogo de uso restrito, grande quantidade de munições, colete balístico e veículos roubados com sinais identificadores adulterados.

Ainda conforme a denúncia, durante uma ação policial ocorrida em 17 de outubro de 2015, os integrantes do grupo teriam efetuado disparos de arma de fogo contra policiais militares, com o objetivo de assegurar a fuga, a ocultação e a impunidade dos crimes praticados. Por esses fatos, Chacal foi denunciado por tentativa de homicídio contra policial militar, além de crimes como organização criminosa, receptação e adulteração de veículo.

Robson Roque Silva de Souza (“Jajá”)

Em 2013, Robson Roque Silva de Souza, conhecido como “Jajá”, teria sido preso em flagrante por manter em depósito, para fins de venda e entrega a terceiros, 41,513 quilos de cocaína e 3,604 quilos de maconha.

Segundo a polícia, ele também mantinha, sem autorização legal, um vasto arsenal de munições, incluindo: • cartuchos calibres 12, .44, 9mm, .45, .380 e 5.56/.223, de uso permitido; • 21 cartuchos calibre 7.62, de uso restrito; • além de seis carregadores de arma de fogo. 

As penas aplicadas ao réu somaram 10 anos de reclusão, além de 637 dias-multa.

Enquanto “Chacal” e “Jajá” seguem foragidos, Márcio Serapião Pinheiro, conhecido como “Velhote”, Fernando Alberto Ribeiro Teixeira, conhecido como “Azul” ou “Careca” e Manoel Alberto Ribeiro Teixeira, conhecido como Manoelzinho, que também eram procurados, foram presos. 

Márcio Serapião Pinheiro (“Velhote”)

Márcio Serapião Pinheiro, conhecido como ‘Velhote’Reprodução

Márcio foi capturado por equipes da 1ª DISCCPAT do Deic após uma série de diligências. Em um primeiro imóvel ligado ao investigado, os policiais apreenderam documentos, contratos de compra e venda de imóveis, chips de telefonia, um notebook e um pen drive, que estavam ocultados em um compartimento improvisado, semelhante a um bunker.

Posteriormente, os agentes receberam a informação de que ele estaria em outro local e o localizaram em um imóvel na Zona Sul de São Paulo, onde ele tentou fugir pela janela com ajuda da filha, mas acabou sendo preso. Com ele, foram apreendidos dois celulares, e o investigado sofreu lesões leves durante a tentativa de fuga.

Manoel Alberto Ribeiro Teixeira (“Manoelzinho”)

Manoel Alberto Ribeiro Teixeira, conhecido como ManoelzinhoReprodução

“Manoelzinho” foi preso durante uma operação conjunta envolvendo equipes especializadas da Polícia Civil e apoio do GOE. Ele foi localizado em uma pousada na Baixada Santista onde estava hospedado e apresentou resistência à ordem policial, sendo necessário o arrombamento do acesso. Durante as buscas, os agentes encontraram uma arma de fogo municiada, com numeração suprimida, além de dois aparelhos celulares, resultando também em prisão em flagrante por posse ilegal de arma.

Fernando Alberto Ribeiro Teixeira (“Azul” ou “Careca”)

Fernando Alberto Ribeiro Teixeira, conhecido como Azul ou CarecaReprodução

“Careca” foi preso após trabalho de monitoramento e campana policial. Ele foi localizado e abordado em um estabelecimento comercial de sua propriedade em Jundiaí, no interior de São Paulo, onde os policiais conseguiram efetuar a captura sem resistência.

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