O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, afirmou que a reação do Brasil à ação dos Estados Unidos na Venezuela não podia ser diferente e disse que o governo se baseou em princípios constitucionais, como o da integridade territorial e o respeito ao direito internacional.
“Não se podia ter reagido de forma diferente porque, inclusive, os princípios constitucionais que estão no artigo 4º da Constituição, que orientam a política externa, um deles é a integridade territorial”, afirmou. O artigo 4º lista princípios que regem as relações internacionais do Brasil, como independência nacional, autodeterminação dos povos e não intervenção.
Vieira citou exemplos recentes de posicionamentos do Brasil para sustentar a avaliação. “Da mesma forma que nós nos manifestamos contra a ameaça (…) da Venezuela com a Guiana sobre a questão do Essequibo (…) e da mesma forma que (…) Lula (…) se manifestou contra a invasão da Rússia no território da Ucrânia, nós não poderíamos deixar de nos manifestar porque isso cria, inclusive, um precedente seríssimo”, disse.
‘Multilateralismo’ e oferta de mediação
O chanceler afirmou que o Brasil busca fortalecer o multilateralismo e defendeu a diplomacia como caminho para resolver crises. “O Brasil é um país que zela e protege e quer aumentar o multilateralismo, o respeito ao direito internacional, o respeito entre as nações e a diplomacia e o diálogo como instrumento de aproximação e solução de controvérsias”, declarou.
Segundo Vieira, o governo brasileiro comunicou ao presidente dos EUA, Donald Trump, que o Brasil poderia atuar como interlocutor com a Venezuela.
“O governo brasileiro e o presidente Lula (…) ao falar com o presidente Donald Trump, disse que o Brasil tinha contatos com a Venezuela e poderia servir de um agente para levar e trazer mensagens”, afirmou. Ele disse que não foi necessário avançar nessa via porque houve um telefonema direto entre os chefes de Estado dos dois países.
Situação na Venezuela e contatos com Delcy Rodríguez
Vieira afirmou que, após a ação dos EUA, a vice-presidente Delcy Rodríguez assumiu a Presidência interinamente e está mantendo conversas com países vizinhos e parceiros. Ele citou que há contatos com o Brasil e com os Estados Unidos.
Questionado se Lula pretende manter novas conversas com Delcy, o chanceler respondeu: “Ele já teve, se não me engano, duas ligações. Eu tive contatos, mantive contatos como tinha anteriormente com o Ministro das Relações Exteriores. Sempre que for necessário, manteremos contatos”.
Ao comentar o cenário, Vieira disse que a posição brasileira é de buscar uma saída interna para a crise: “Nós queremos é que haja uma solução dos venezuelanos para os venezuelanos nessa questão”, afirmou.
“Não se podia ter reagido de forma diferente porque, inclusive, os princípios constitucionais que estão no artigo 4º da Constituição, que orientam a política externa, um deles é a integridade territorial”, afirmou. O artigo 4º lista princípios que regem as relações internacionais do Brasil, como independência nacional, autodeterminação dos povos e não intervenção.
Vieira citou exemplos recentes de posicionamentos do Brasil para sustentar a avaliação. “Da mesma forma que nós nos manifestamos contra a ameaça (…) da Venezuela com a Guiana sobre a questão do Essequibo (…) e da mesma forma que (…) Lula (…) se manifestou contra a invasão da Rússia no território da Ucrânia, nós não poderíamos deixar de nos manifestar porque isso cria, inclusive, um precedente seríssimo”, disse.
‘Multilateralismo’ e oferta de mediação
O chanceler afirmou que o Brasil busca fortalecer o multilateralismo e defendeu a diplomacia como caminho para resolver crises. “O Brasil é um país que zela e protege e quer aumentar o multilateralismo, o respeito ao direito internacional, o respeito entre as nações e a diplomacia e o diálogo como instrumento de aproximação e solução de controvérsias”, declarou.
Segundo Vieira, o governo brasileiro comunicou ao presidente dos EUA, Donald Trump, que o Brasil poderia atuar como interlocutor com a Venezuela.
“O governo brasileiro e o presidente Lula (…) ao falar com o presidente Donald Trump, disse que o Brasil tinha contatos com a Venezuela e poderia servir de um agente para levar e trazer mensagens”, afirmou. Ele disse que não foi necessário avançar nessa via porque houve um telefonema direto entre os chefes de Estado dos dois países.
Situação na Venezuela e contatos com Delcy Rodríguez
Vieira afirmou que, após a ação dos EUA, a vice-presidente Delcy Rodríguez assumiu a Presidência interinamente e está mantendo conversas com países vizinhos e parceiros. Ele citou que há contatos com o Brasil e com os Estados Unidos.
Questionado se Lula pretende manter novas conversas com Delcy, o chanceler respondeu: “Ele já teve, se não me engano, duas ligações. Eu tive contatos, mantive contatos como tinha anteriormente com o Ministro das Relações Exteriores. Sempre que for necessário, manteremos contatos”.
Ao comentar o cenário, Vieira disse que a posição brasileira é de buscar uma saída interna para a crise: “Nós queremos é que haja uma solução dos venezuelanos para os venezuelanos nessa questão”, afirmou.
