
Os apagões da cidade de São Paulo vão ser investigados pela Advocacia-Geral da União (AGU) após ordem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Uma portaria publicada nesta sexta-feira (16) no Diário Oficial da União (DOU) criou um grupo especial para avaliar os episódios e as ações tomadas pela concessionária Enel.
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Os procuradores serão responsáveis por analisar os casos de interrupção no fornecimento de energia elétrica na Região Metropolitana de São Paulo, ocorridos entre 2023 e o momento atual.
O relatório final deve ser entregue dentro de 30 dias, a partir da próxima segunda-feira (19), data em que o grupo de trabalho será oficialmente constituído.
O documento deverá conter a descrição dos casos avaliados, a análise das providências adotadas pela Enel e a indicação de possíveis medidas jurídicas e institucionais. As conclusões irão orientar a decisão da presidência da República sobre o que será feito a respeito da situação.
Último apagão
O apagão mais recente ocorreu em dezembro, entre os dias 8 e 14, afetando mais de quatro milhões de consumidores. Uma dessas pessoas foi Regina de Almeida, moradora da Zona Norte de São Paulo, que ficou 48 horas sem energia elétrica.
“Tivemos problema de fornecimento de água, porque no prédio não tem gerador para fazer a bomba d’água funcionar. Também não tem elevador. E o problema maior era com a questão do remédio, que tem de ficar na geladeira. A gente ficou mantendo ele com gelo reciclado que estava no congelador e fomos trocando. A gente ficou também sem internet. Para o banho, a gente foi pra academia ou casa de parentes”, afirmou a moradora.
Em razão do episódio e de outros que ocorreram entre 21 e 23 de setembro do ano passado, o Procon-SP multou a Enel em R$ 14 milhões. Além disso, a Controladoria-Geral da União (CGU) elaborou um relatório sobre os apagões registrados em São Paulo em 2023 e 2024.
