
O ministro do Supremo Tribuna Federal (STF), Dias Toffoli, determinou que a Polícia Federal altere o cronograma inicialmente previsto para ouvir os investigados do inquérito sobre as suspeitas de fraudes em negócios entre o Banco Master e o BRB (Banco de Brasília).
Diante de despacho do ministro, na última terça-feira (13), a PF terá que tomar em dois dias os depoimentos que estavam previstos para serem tomados em seis dias. A informação foi divulgada pela CNN Brasil.
A decisão muda o cronograma uma semana antes dos depoimentos já marcados – os depoimentos estavam previstos para começar no próximo dia 23 e ir até 28 deste mês.
Para justificar a alteração, Tofolli alegou “limitações de pessoal” e “disponibilidade de salas” no STF.
“Diante do cronograma sugerido pela autoridade policial para as oitivas por mim autorizadas desde o dia 15 de dezembro de 2025 e considerando as limitações de pessoal e disponibilidade de salas nas dependências desta Suprema Corte, determino que as referidas oitivas sejam realizadas, no máximo, em dois dias, devendo-se apresentar novo cronograma”, diz Toffoli, no despacho”.
Os depoimentos serão realizados na sede do STF e a corporação também disponibilizou a possibilidade de investigados serem ouvidos por videoconferência.
Os investigados
A Polícia Federal, através da delegada responsável pelo caso, Janaína Palazzo, deve ouvir 11 investigados neste inquérito.
Além de Daniel Vorcaro, dono do Master, e Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB, devem prestar depoimento outros cinco ex-executivos do Master, dois ex-executivos do BRB e outros dois empresários.
A PF deve apresentar o relatório final desta frente de investigação após tomar os depoimentos
Vorcaro e Costa chegaram a ser ouvidos no dia 30 de dezembro por ordem de Toffoli, que determinou ainda uma acareação entre eles.
Agora eles poderão ser ouvidos depois de a PF ter analisado o material apreendido na operação.
Tensão com a PF
O despacho é mais um capítulo envolvendo desentendimentos entre Toffoli e a PF. As investigações do caso têm sido marcadas por decisões polêmicas e recuos do ministro.
Toffoli tem demonstrado desconfiança com a atuação da PF no âmbito da investigação.
