Governo dos EUA ameaça imigrantes em português e cita Trump

Donald TrumpReprodução/Instagram/@realdonaldtrump

Um perfil oficial do governo dos Estados Unidos publicou em português uma mensagem afirmando que estrangeiros que “roubarem americanos” serão presos e deportados.

O texto, divulgado nesta semana, atribui diretamente a medida ao presidente Donald Trump, mas não foi publicado por ele, e sim por um canal institucional do governo.

A postagem foi feita pelo perfil USA em Português, que escreveu: “Se você vier aos Estados Unidos para roubar os americanos, o presidente Trump vai te jogar na cadeia e te mandar de volta para o lugar de onde você veio.”

O que há de novo e por que importa

O trecho “roubar americanos”, usado sem definição legal ou referência a crimes específicos, marca uma mudança no padrão da comunicação oficial dos EUA em temas migratórios.

Se você vier aos Estados Unidos para roubar os americanos, o presidente Trump vai te jogar na cadeia e te mandar de volta para o lugar de onde você veio. pic.twitter.com/U8A3umVhkP

— USA em Português (@USAemPortugues) January 15, 2026

Em vez de linguagem jurídica ou administrativa, o perfil adota tom coloquial e intimidatório, com verbos como “jogar na cadeia”.

O fato novo não é a política migratória em si, mas:

o uso explícito de ameaça em canal oficial; a associação genérica entre imigração e crime; a comunicação direcionada a estrangeiros em seu próprio idioma.

Comunicação oficial, não discurso pessoal

Embora cite Trump nominalmente, a mensagem parte de um perfil institucional, o que lhe confere caráter de posição oficial do governo.

Não se trata de postagem de campanha nem de declaração espontânea do presidente, mas de sinalização estatal sobre a forma como o tema passa a ser comunicado ao exterior.

O post não apresenta dados, mudanças normativas ou prazos, nem diferencia imigração irregular de crimes penais.

Ainda assim, ao permanecer publicado sem ressalvas, funciona como aviso público e fortalece o tom adotado como diretriz comunicacional.

Até o momento, não houve esclarecimento da Casa Branca sobre se a linguagem passará a ser padrão em comunicações oficiais nem se a publicação reflete alterações práticas em políticas de prisão ou deportação.

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