“Barbie do crime”: conheça loira conhecida por estelionatos em MG

Barbie do crimeReprodução

Uma mulher conhecida nas redes sociais como “Barbie do crime” voltou a ser alvo de investigação policial após uma nova denúncia de estelionato. Desta vez, a vítima é uma analista comercial de Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, que afirma ter perdido R$ 1,5 mil ao tentar comprar o medicamento mounjaro, usado para emagrecimento.

Segundo o relato, a vítima, Anna Ludário, de 40 anos, conheceu a suspeita por meio de um aplicativo de amizade. O contato se manteve por cerca de dois anos, período em que a mulher se apresentava como modelo e compartilhava rotinas pessoais. Em determinado momento, a suspeita afirmou que utilizava mounjaro e disse ter facilidade para adquirir o medicamento em Goiânia, onde o pai supostamente teria acesso a uma distribuidora, de acordo com o jornal O Tempo.

Bruna Cristine Menezes de Castro, a Barbie do crimeReprodução/Redes

A analista conta que chegou a fazer uma primeira transferência no valor de R$ 1,5 mil, mas recebeu o dinheiro de volta após a suspeita alegar dificuldades na compra do produto. Meses depois, ao precisar novamente do medicamento e receber a confirmação de que ele estaria disponível, Anna realizou um novo pagamento via Pix. Após isso, a mulher deixou de responder mensagens e desapareceu.

Desconfiada, a vítima procurou a polícia e decidiu pesquisar o nome da suposta amiga. Foi então que descobriu que a mulher já havia sido condenada por crimes semelhantes. Conhecida como “Barbie do crime”, a suspeita foi presa em 2015, em Goiás, após criar perfis falsos para vender produtos importados que nunca eram entregues. Na época, mais de 100 pessoas registraram ocorrência contra ela.

Com um rosto fofo, Barbie do crime é conhecida por aplicar golpes após fingir ser amiga das pessoasReprodução

Ainda segundo Anna, após identificar a verdadeira identidade da mulher, ela descobriu que outras vítimas também teriam sido enganadas recentemente, inclusive em Belo Horizonte, com prejuízos envolvendo supostas permutas e serviços estéticos.

A analista chegou a ir até um endereço ligado à suspeita na capital mineira, mas foi informada de que ela teria se mudado para Goiânia antes do Natal.“Ela se aproxima, cria vínculo, se passa por amiga e depois aplica o golpe. É tudo muito calculado”, relatou a vítima, que afirma ainda estar abalada com a situação.

Em nota enviada ao Portal iG, a Polícia Civil informou que a denúncia de estelionato está sendo investigada pela 4ª Delegacia de Polícia Civil de Contagem. Até o momento, não houve prisões, e novas informações devem ser divulgadas conforme o avanço das apurações.

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