Davos: Trump diz que venceu inflação, defendeu liderança global dos EUA e criticou Europa

Donald Trump em Davos

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, discursa nesta quarta-feira (21), no Fórum Econômico Mundial, em Davos, e utilizou o principal palco da elite política e empresarial global para elogiar a economia americana, ao mesmo tempo em que fez críticas diretas à Europa, defendeu cortes no Estado e reforçou sua agenda geopolítica.

Trump afirmou que a inflação nos Estados Unidos foi derrotada e disse que a inflação subjacente está em 1,5%. Segundo ele, a economia americana deve crescer 5,4% no quarto trimestre, ritmo que, em sua avaliação, será cerca do dobro da taxa projetada pelo Fundo Monetário Internacional.

De acordo com o presidente, suas políticas econômicas vão impulsionar ainda mais o crescimento e elevar os padrões de vida da população. Ao comparar os Estados Unidos com a Europa, Trump afirmou que certos lugares do continente “já não são reconhecíveis, no mau sentido”, e disse que a região não está indo na direção certa. O presidente também voltou a defender a redução do tamanho do Estado, com cortes de gastos federais e demissões no funcionalismo público.

Trump fala sobre cenário energético global

Na área energética, Trump destacou o aumento das exportações americanas, a expansão da produção nacional de aço e afirmou que a produção de petróleo e gás natural dos EUA está no maior nível da história. Segundo ele, o preço da gasolina deve cair para menos de US$ 2 por galão.

O presidente também defendeu a energia nuclear como alternativa segura e barata, afirmando que os Estados Unidos estão investindo fortemente no setor. Em contrapartida, atacou as energias renováveis, especialmente a eólica, dizendo que parques eólicos são feios, matam pássaros e destroem paisagens. Sem apresentar dados, afirmou que quanto mais turbinas um país possui, pior tende a ser sua situação econômica.

Venezuela e Groenlândia também marcaram o discurso de Trump

No campo internacional, Trump mencionou a Venezuela, afirmando que os Estados Unidos estão ajudando o país e que grandes empresas devem acompanhar esse movimento. Segundo ele, haverá divisão da receita do petróleo, e o caso venezuelano demonstra o tamanho do poder americano.

O discurso ganhou contornos geopolíticos mais sensíveis quando Trump voltou a tratar da Groenlândia. O presidente disse que a ilha está indefesa em uma posição estratégica fundamental e afirmou que nenhuma nação além dos Estados Unidos tem condições de garantir sua segurança. Apesar de declarar respeito pelo povo da Groenlândia e da Dinamarca, afirmou que os EUA cometeram um erro histórico ao devolver o território após a guerra.

Ao longo da fala, Trump reforçou a ideia de que os Estados Unidos querem aliados fortes, não aliados enfraquecidos, e usou Davos como vitrine para reafirmar sua visão de liderança global americana baseada em poder econômico, energético e militar.

*Em atualização

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