
Um ônibus de turismo capotou na noite desta quarta-feira (21) na BR-251, no trecho da Serra de Francisco Sá, no Norte de Minas Gerais. O acidente deixou cinco pessoas mortas e 43 feridas, segundo informações confirmadas pelas equipes de resgate que atuaram no local.
O chamado foi registrado por volta das 22h15. De acordo com o Corpo de Bombeiros de Minas Gerais, o coletivo descia a serra no sentido Salinas quando perdeu o controle da direção e tombou parcialmente sobre a pista.
Quatro viaturas foram deslocadas para o atendimento, com apoio da Polícia Rodoviária Federal (PRF), do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) e da Polícia Civil de Minas Gerais.
Segundo a PRF, a apuração preliminar indica que o ônibus seguia no sentido Salinas–Montes Claros quando, em um trecho de declive e curva, sob chuvisco, apresentou problemas no sistema de frenagem. O veículo não conseguiu reduzir a velocidade, saiu da pista e tombou à margem da rodovia.
A corporação informou ainda que o condutor, de 38 anos, não permaneceu no local, o que impediu a realização do teste do bafômetro.
No ônibus havia 48 ocupantes. Do total, nove tiveram ferimentos graves e 34 apresentaram lesões leves. Entre as cinco vítimas fatais, três ficaram presas sob o veículo e duas foram arremessadas para fora durante a dinâmica da capotagem. Uma das vítimas era um bebê com menos de 1 ano. Os feridos foram socorridos e encaminhados para hospitais da região.
Investigação
As equipes de resgate informaram que o ônibus era irregular (clandestino). O veículo teria saído de Arapiraca, em Alagoas, com destino final a Itapema, em Santa Catarina. As circunstâncias da contratação do transporte e da viagem serão analisadas.

Em nota, a Polícia Civil de Minas Gerais informou que instaurou inquérito policial para apurar as causas do acidente.
A perícia oficial esteve no local para análise da dinâmica e coleta de vestígios, enquanto a perícia médico-legal atuou na identificação das vítimas fatais, cujas idades variam entre 3 e 20 anos.
A rodovia teve interdição total durante o atendimento às vítimas e a retirada do veículo. Não há previsão para a conclusão do laudo pericial.
