Os mandados não chegaram a ser efetivamente expedidos, foram apenas modificados. De acordo com o CNJ, houve uma “substituição indevida de dados vinculados a um mandado judicial por dados associados a autoridades brasileiras”.
O órgão nega que tenha havido invasão do sistema e afirma credenciais pertencentes a usuários de tribunais foram usadas de forma indevida “em decorrência de roubo de credenciais”.
A forma de manipulação dos dados ocorreu do mesmo modo como foram expedidos alvarás de soltura fraudados que permitiram que quatro detentos do Ceresp Gameleira, em Belo Horizonte, fugissem pela porta da frente da prisão em 20 dezembro.
Polícia Civil de Minas prende integrantes de quadrilha que forjaram os próprios alvarás de soltura
Veja íntegra da nota do CNJ:
“O Conselho Nacional de Justiça identificou alteração indevida em dados do Banco Nacional de Medidas Penais e Prisões (BNMP). A alteração consistiu na substituição indevida de dados vinculados a um mandado judicial por dados associados a autoridades brasileiras.
A apuração da Divisão de Segurança da Informação do Conselho indicou que as ações foram realizadas por meio de credenciais de acesso comprometidas, pertencentes a usuários de tribunais, em decorrência de roubo de credenciais, utilizadas de forma indevida no sistema. Não houve invasão, violação ou comprometimento dos sistemas do CNJ. A alteração não resultou na expedição de mandados contra as autoridades mencionadas. O incidente foi identificado, tratado e os dados foram devidamente corrigidos.”
