
Perguntado pelo Jornal Razão se o Tarcísio aceitava a indicação de Flávio Bolsonaro pra disputar a presidência, Eduardo Bolsonaro respondeu:
“Ele não tem muito o que aceitar. Ele não tem a opção de ir contra o Bolsonaro.”
E disse também que já está tudo alinhado com a Direita. Ou seja, se o próprio Eduardo diz que ele não tem opção, então não é aliança: é tutela.
Do jeito que ele colocou, dá a entender que a direita não escolhe: obedece. Sendo assim, Lula nem precisa fazer campanha.
O Flávio Bolsonaro tem uma rejeição enorme, bem mais alta que a do Tarcísio Freitas.
Se a direita continuar insistindo em um candidato que só fala com a bolha que já está estourada, o resultado é óbvio: teremos Lula. De novo. Até 2030.
Ou seja, PT no poder em 22 anos nos últimos 28. E porque eu tô pensando assim? Olhei pra economia.
Depois do anúncio, o dólar subiu cerca de 2,3% e a bolsa despencou cerca de 4,3% em um único dia. O dólar sobe, a bolsa cai. Simples.
E se isso realmente acontecer?
Aí vêm as consequências. Por exemplo: STF. Hoje, presidentes do PT (Lula e Dilma) já são responsáveis pela maioria das indicações da atual composição do STF. Dias Toffoli, Cármen Lúcia, Flávio Dino, Cristiano Zanin, Edson Fachin e mais adiante Lula ainda terá chance de indicar o próximo nome.
Lá em 2028, Luiz Fux se aposenta. Em 2029, Carmen Lúcia. 2030 é a vez de Gilmar Mendes.
Se Lula vencer em 2026, ele vai poder indicar mais três nomes. Serão oito dos 11 ministros. 73% do Supremo, indicado pelo PT.
E eu nem falo porque é o PT, poderia ser qualquer partido justamente porque a gente precisa de equilíbrio e do contraditório.
Imagina ¾ do STF pensando igual e alinhado?
Dá pra piorar?
Outra consequência: há quem defenda, nos bastidores, que Lula estimule José Dirceu a voltar como candidato a deputado federal em 2026, o que daria a ele força para disputar influência no comando da Câmara.
Aí teremos:
- Lula no poder
- 8 ministros do STF do PT
- José Dirceu com força pra influenciar o comando da Câmara
Executivo, Legislativo, Judiciário. Todos sob o mesmo comando e influência.
Tudo o que o Brasil não precisa agora. Mas saiba: não sou a favor da polarização, mas sou a favor do equilíbrio, do contraditório e da oposição fazendo o papel dela.
Tudo na legalidade. Portanto, não é golpe. É regra do jogo. Mas é exatamente por isso que a oposição precisa jogar direito.
Se a esquerda ganhar, a direita não vai poder reclamar e inventar narrativa de que vivemos sob um regime totalitário.
Pelo menos não por enquanto…
