
As autoridades de saúde do Rio reforçaram, nesta segunda-feira (26), o alerta para a prevenção da dengue diante do aumento do risco de proliferação do mosquito Aedes aegypti. Embora os casos da doença sigam em níveis baixos, o período que se inicia agora exige atenção redobrada por conta das chuvas, aliada ao retorno do calor intenso.
Após dias de muita instabilidade e chuvas intensas com temperaturas amenas, o calor forte volta a ganhar espaço nesta semana, enquanto as pancadas de chuva continuam. A capital fluminense está em estágio 2 de atenção, condição que favorece o acúmulo de água e acelera o ciclo de reprodução do mosquito transmissor da doença.
Por isso, mesmo sem avanço expressivo da doença neste momento, as autoridades destacam que este é o período mais crítico para ações de prevenção, antes que haja crescimento no número de casos.
Dados seguem favoráveis

Segundo dados do Centro de Inteligência em Saúde do Rio de Janeiro (CIS-RJ), entre 1º e 21 de janeiro, o estado registrou 378 casos prováveis de dengue e 19 internações, sem registro de óbitos. No mesmo período, foram notificados 16 casos prováveis de chikungunya, sendo seis confirmações. Até o momento, não há casos confirmados de zika ou febre do oropouche no território fluminense. Todos os 92 municípios do estado estão classificados em nível de rotina, o que indica normalidade no cenário epidemiológico.
Fiocruz prevê queda nos casos em 2026
A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) projeta redução na incidência de casos de dengue no Rio de Janeiro ao longo de 2026. Mesmo com a previsão favorável, a Secretaria de Estado de Saúde (SES-RJ) reforça que a prevenção deve ser contínua, especialmente durante o verão. “A participação da população é o pilar central da proteção. Como o Aedes aegypti tem alta capacidade de reprodução, a recomendação é dedicar pelo menos 10 minutos por semana para verificar possíveis focos dentro de casa”, afirmou a secretária de Estado de Saúde, Claudia Mello.
Cuidados simples ajudam a evitar focos do mosquito
- Manter caixas d’água bem vedadas;
- Limpar calhas;
- Colocar areia nos pratos de plantas;
- Descartar água acumulada em bandejas de geladeira;
- Eliminar qualquer recipiente que possa servir de criadouro do mosquito.
Vacinação contra dengue será ampliada no Rio

Além do controle do vetor, o estado aposta na ampliação da vacinação como estratégia de prevenção. Segundo o subsecretário de Vigilância e Atenção Primária à Saúde, Mário Sérgio Ribeiro, a vacina contra a dengue será expandida para todas as regiões do Rio ao longo deste ano. Desde o início da aplicação da vacina Qdenga, em 2023, mais de 758 mil doses já foram aplicadas em todo o estado. Do público-alvo de 10 a 14 anos, mais de 360 mil crianças e adolescentes receberam a primeira dose, e cerca de 244 mil já completaram o esquema vacinal.
Estado monitora possível retorno do sorotipo 3 da dengue
O Centro de Inteligência em Saúde do Rio de Janeiro segue monitorando a possível reintrodução do sorotipo 3 da dengue, que atualmente circula em estados vizinhos. Até o momento, não há registro de propagação dessa variante no território fluminense.
