Trump anuncia reabertura do espaço aéreo da Venezuela

Donald Trump, presidente dos Estados UnidosDivulgação/Casa Branca

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou, nesta quinta-feira (29), que autorizou a reabertura do espaço aéreo da Venezuela quase um mês depois da captura do ditador Nicolás Maduro.

Maduro está detido em uma prisão de Nova York, após ter sido capturado em Caracas, dia 3 de janeiro, por forças americanas, em uma operação ordenada por Trump. Sua esposa Cilia Flores também está sob custódia.

Durante reunião na Casa Branca, nesta tarde, Donald Trump disse que o espaço aéreo será reaberto nas próximas horas para voos comerciais, e que turistas poderão visitar o país latino-americano.

Ainda segundo ele, a decisão foi tomada após uma conversa com a presidente interina do país, Delcy Rodríguez.

“Falei com a presidente da Venezuela. Informei-a que abriríamos o espaço aéreo sobre a Venezuela. Muito em breve, os cidadãos poderão viajar para a Venezuela com segurança, e alguns venezuelanos que queiram regressar poderão fazê-lo”, disse.

O republicano também elogiou a relação com o país venezuelano.

“Eu queria agradecer a líder da Venezuela, nós estamos nos dando muito bem com eles. As relações estão bastante fortes e muito boas. Eles também me disseram que estão sentindo isso, muito seguros”, acrescentou.

Desde 2024

O espaço aéreo venezuelano enfrenta um bloqueio norte-americano desde o fim de novembro de 2024, quando o presidente Trump afirmou que a medida era válida para “companhias aéreas, pilotos, traficantes de drogas e traficantes de pessoas”.

A medida já fazia parte da pressão de Washington contra Maduro, que acabou deposto em janeiro.

Delcy Rodríguez, que era sua vice, tomou posse logo em seguida como presidente interina e desde então vinha dando sinalizações positivas aos interesses norte-americanos, principalmente quando se trata de negócios envolvendo o petróleo venezuelano.

No entanto, nesta semana, Delcy Rodríguez fez uma declaração, alegando que já teve “o suficiente” das ordens dos Estados Unidos e defendeu que os conflitos internos sejam resolvidos sem interferência externa.

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