
O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) abriu um procedimento sobre o caso de um atendente de loja em Florianópolis alvo de ofensas racistas por parte de uma cliente. O caso ocorreu na última quarta-feira (28) e ganhou repercussão municipal e estadual.
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O crime ocorreu em uma loja da cidade. Dennys Evangelista da Silva, de 18 anos, foi vítima de uma injúria racial por parte de uma mulher que ainda não foi identificada. Imagens das câmeras de segurança mostram a mulher entrando na loja e pedindo uma orientação ao jovem, que é funcionário do estabelecimento.
A resposta dada por Dennys, aparentemente, não agradou à mulher que, assim, proferiu ofensas racistas contra o jovem. A Polícia Civil declarou que investiga o caso pela 7ª Delegacia de Polícia da Capital, visto a realização de um boletim de ocorrência feito pelo próprio Dennys.
Agora, há um aguardo quanto a posição a ser tomada pelo MPSC sobre a situação. A reportagem procurou a manifestação do órgão sobre novas atualizações do caso e aguarda retorno.
Não é a primeira vez
Crime recorrente no Brasil e no mundo, o racismo (praticado ou sofrido), faz parte de uma rotina difícil de ser superada. Em Santa Catarina, em novembro do ano passado, uma torcedora do Avaí foi autuada pelos crimes de racismo e xenofobia praticados contra torcedores do Remo, em partida válida pela Série B de 2025. O Avaí venceu o jogo por 3 x 1.
A mulher foi denunciada e o MPSC pediu sua condenação, já acatada pela Justiça. Caso condenada, mulher receberia a pena de reclusão que varia entre 2 e 5 anos. Além disso, pode pagar uma indenização mínima de R$ 30 mil por dano moral coletivo.
Em nota oficial divulgada ainda no mês de novembro, o Avaí informou que identificou a torcedora e que retirou a ela o acesso a dependências do clube, como o próprio estádio da Ressacada. A medida tomada pelo clube tem prazo indeterminado.
