Casal é suspeito de liderar esquema de fraudes bancárias em SP

Polícia FederalDivulgação/Polícia Federal

Um casal morador de São José dos Campos, no estado de São Paulo, é apontado como responsável por um esquema organizado de fraudes bancárias que teria causado prejuízos à Caixa Econômica Federal e ao Banco do Brasil.

As informações fazem parte de uma investigação da Polícia Federal (PF), que cumpriu um mandado de busca e apreensão na residência dos suspeitos, mas não efetuou prisões até o momento.

A suspeita é de que o grupo usava documentos falsos e artifícios digitais para movimentar dinheiro de forma sistemática e dificultar o rastreamento das transações.

De acordo com a investigação, o esquema começava com a abertura de múltiplas contas em bancos digitais, registradas em nome de terceiros ou com dados fraudulentos.

Essas contas eram usadas principalmente para o pagamento de boletos bancários entre si, criando uma cadeia artificial de transferências que mascarava a origem dos valores.

A apuração também identificou o uso de cartões pré-pagos como etapa intermediária do golpe.

Esse tipo de cartão permitia a circulação rápida do dinheiro e a posterior conversão em bens, sem passar diretamente por contas tradicionais, o que ampliava a dificuldade de controle pelos sistemas de segurança bancária.

Imóveis e bens levantaram alerta

Ao cruzar as movimentações financeiras com os dados fiscais dos investigados, os investigadores identificaram a compra de imóveis e outros bens de alto valor.

O padrão de consumo e a evolução patrimonial observados não condizem com os rendimentos oficialmente declarados pelo casal, segundo a apuração.

Essa incompatibilidade é tratada como um dos principais indícios de que os valores obtidos com as fraudes teriam sido usados para aquisição de patrimônio e possível ocultação de recursos.

O material recolhido na residência dos suspeitos deve ajudar a mapear o caminho do dinheiro e a participação de outros envolvidos.

Estrutura organizada e possível ampliação do caso

A investigação aponta que o esquema não se limitava a ações isoladas.

A repetição do método, o volume de contas abertas e a diversidade de instrumentos financeiros usados indicam uma estrutura organizada, com divisão de tarefas e continuidade ao longo do tempo.

Os crimes apurados são furto mediante fraude por meio eletrônico e associação criminosa.

A PF, responsável pela investigação, afirma que o caso ainda está em andamento e não descarta a identificação de novos integrantes nem a ampliação do prejuízo estimado.

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