
A nova Força Municipal apresentou, nesta quarta-feira (04), viaturas, armamentos, uniformes e equipamentos que serão utilizados no policiamento preventivo e ostensivo nas ruas do Rio de Janeiro. O evento ocorreu na Superintendência Regional da Polícia Rodoviária Federal e contou com a presença do iG. A nova tropa terá 600 agentes da Divisão de Elite da Guarda Municipal e 118 veículos, entre motocicletas, vans e pick-ups. Os profissionais devem começar a atuar nas ruas a partir de março, com foco em áreas definidas a partir da análise das manchas criminais.
Atuação será complementar à Polícia Militar
Durante conversa com a imprensa, acompanhada pelo iG, o prefeito Eduardo Paes (PSD) afirmou que a nova divisão terá atuação complementar às forças estaduais. “Nós queremos ser complementares a quem tem a responsabilidade de fazer segurança pública no estado do Rio de Janeiro e em todo o Brasil, que são os governos estaduais, com a Polícia Militar e a Polícia Civil”, disse.

Segundo o prefeito, a proposta é concentrar a atuação da Força Municipal no combate a roubos e furtos, permitindo que policiais militares atuem em operações voltadas ao enfrentamento do crime organizado e à retomada de territórios dominados por facções.
Treinamento e monitoramento operacional
O diretor-geral da Divisão de Elite da Guarda Municipal, Brenno Carnevale, afirmou que a nova tropa foi estruturada com foco em capacitação técnica e uso de tecnologia. Os agentes passam por treinamentos com apoio da Polícia Rodoviária Federal, incluindo protocolos de uso diferenciado da força, defesa pessoal, gestão de crises e simulações de ocorrências.
Uniformes e equipamentos de proteção
Durante o evento, foram apresentados uniformes operacionais e equipamentos de proteção individual. Os agentes atuarão com coletes balísticos obrigatórios e vestuário tático adequado para patrulhamento motorizado e a pé. De acordo com a Guarda Municipal, o uniforme reforça a proteção dos agentes e a presença ostensiva nas ruas, considerada estratégia de prevenção ao crime.
Uso diferenciado da força

A Força Municipal trabalhará com o uso diferenciado da força, que prevê níveis progressivos de atuação conforme o risco da ocorrência. Entre os equipamentos disponíveis estão tonfas (uma espécie de bastão), sprays de pimenta, gás lacrimogêneo, dispositivos elétricos incapacitantes e pistolas calibre 9 mm. Cada agente será equipado com arma de fogo e pelo menos dois instrumentos de menor potencial ofensivo.
Câmeras corporais obrigatórias
Um dos principais destaques apresentados, foi o uso obrigatório de câmeras corporais individuais. Os equipamentos deverão permanecer ligados durante o patrulhamento. Segundo a corporação, as câmeras terão três funções principais: garantir transparência e permitir supervisão em tempo real, proteger agentes e cidadãos, registrando abordagens, servir como ferramenta de produção de provas e controle disciplinar e as gravações poderão ser acionadas pelo agente ou remotamente pela central de monitoramento.
Dispositivo móvel controla missões e patrulhamento
Os agentes também utilizarão um aparelho eletrônico que reúne sistemas operacionais da corporação. O equipamento exibirá o quadro de missão dirigida, com informações sobre rotas, tipo de patrulhamento e objetivos do serviço. O dispositivo possui GPS e comunicação direta com a central, permitindo acompanhamento das equipes em tempo real. O aparelho também conta com um botão que ativa automaticamente o modo de ocorrência e o funcionamento das câmeras corporais.

Toda a atuação da Força Municipal será acompanhada pela Sala de Monitoramento e Gestão Operacional instalada no Centro de Operações e Resiliência (COR), que funciona 24 horas por dia.
O sistema permitirá acompanhamento das equipes em campo, análise de dados operacionais e integração com outras forças de segurança.
Com o final do processo de capacitação e os equipamentos já entregues, os agentes devem começar a atuar nas ruas a partir de março. As três primeiras bases da Força Municipal ficarão no Leblon, na Zona Sul, em Piedade, na Zona Norte, e em Campo Grande, na Zona Oeste. A tendência é de expansão gradual da tropa para outras regiões da cidade. Uma segunda turma de agentes já está em treinamento, mas ainda não há data definida para o início das atividades nas ruas.
