Indígenas liberam estrada de acesso ao aeroporto de Santarém


Indígenas encerraram bloqueio na avenida Fernando Guilhon após avanço nas negociações com o governo federal
Reprodução/Redes sociais
Foi liberada no fim da noite de quarta-feira (4) a rodovia Fernando Guilhon, única via de acesso ao Aeroporto Internacional de Santarém – Maestro Wilson Fonseca. A estrada tinha sido interditada no início da tarde por indígenas da região do Tapajós como forma de pressão ao governo federal para a revogação do decreto 12.600/2025 que incluiu no Programa Nacional de Desestatização as Hidrovias dos Rios Tapajós, Madeira e Tocantins.
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De acordo com o movimento indígena do baixo, médio e alto Tapajós, o decreto abre caminho para a dragagem do rio Tapajós no trecho entre os municípios de Santarém e Itaituba. Licitação para contratação de empresa que executará o serviço foi realizada pelo governo federal no dia 22 de janeiro.
Além da revogação do decreto 12.600, os indígenas exigem que o governo federal cumpra a Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), assegurando a consulta livre, prévia e informada antes de qualquer intervenção no rio Tapajós, fonte de vida e alimento para centenas de famílias ribeirinhas.
Segundo a Secretaria Municipal de Mobilidade e Trânsito (SMT), o tráfego da rodovia Fernando Guilhon está liberado e já não há nenhuma manifestação na área. A pista foi liberada por volta das 23h e o terminal de passageiros, que também tinha sido ocupado por indígenas foi liberado por volta da meia-noite.
Em razão do bloqueio da rodovia e da ocupação do terminal, os voos da noite de quarta e os da manhã desta quinta foram cancelados. A Aena, empresa responsável pela gestão do aeroporto orienta os passageiros prejudicados a entrarem em contato com as companhias aéreas.
Audiência
Lucas Tupinambá, presidente do Conselho Indígena Tapajós-Arapiuns (CITA) informou que os indígenas decidiram pelo desbloqueio da via de acesso ao aeroporto de Santarém devido ao avanço nas negociações com o governo federal após 10 horas de audiência.
Ainda de acordo com Lucas Tupinambá, a ocupação no porto de Santarém iniciada no dia 22 de janeiro continua e o encerramento depende do resultado da audiência entre representantes do governo federal e lideranças indígenas que será retomada na manhã desta quinta.
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