
A Polícia Civil realizou, nesta quinta-feira (05), uma operação contra suspeitos de participação em assassinatos ligados à disputa pelo comércio ilegal de cigarros no Rio de Janeiro. Entre os investigados, está o contraventor Adilson Oliveira Coutinho Filho, conhecido como Adilsinho, apontado como mandante de um dos crimes. A ação foi conduzida por agentes da Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) e teve como objetivo cumprir quatro mandados de prisão relacionados ao assassinato de Fabrício Alves Martins de Oliveira, que ocorreu em outubro de 2022. Segundo as investigações, a vítima foi atacada em um posto de combustíveis na Estrada do Mendanha, em Campo Grande, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. De acordo com informações do inquérito policial, Fabrício foi surpreendido por homens encapuzados e armados com fuzis e outras armas de grosso calibre. A Polícia Civil aponta que o homicídio estaria relacionado às disputas envolvendo a venda clandestina de cigarros, considerada uma das principais fontes de renda de organizações criminosas que atuam na capital.
Quem são os investigados no caso
Além de Adilsinho, também são alvos da operação José Ricardo Gomes Simões, Daniel Figueiredo Maia e Alex de Oliveira Matos. Conforme as investigações, José Ricardo teria atuado na intermediação e no planejamento do crime, enquanto Daniel teria colaborado com o levantamento de informações sobre a rotina da vítima. Já Alex é apontado como um dos participantes da emboscada.
Segundo a Polícia Civil, José Ricardo já se encontrava preso no sistema penitenciário no momento do cumprimento do mandado. Daniel Figueiredo Maia se apresentou às autoridades e foi encaminhado para unidade prisional militar. As equipes seguem em diligências para localizar Alex de Oliveira Matos, que é considerado foragido.
Justiça aceitou denúncia contra suspeitos
No dia 29 de janeiro, a 2ª Vara Criminal do Rio de Janeiro aceitou denúncia do Ministério Público e tornou réus Adilson Oliveira Coutinho Filho e os demais investigados pelo homicídio de Fabrício.

Segundo assassinato pode ter ligação com o caso
As investigações também indicam que o caso pode estar ligado a outro assassinato ocorrido dois dias depois. Fábio de Alamar Leite, que seria sócio de Fabrício em uma empresa ligada ao transporte de gelo, foi morto ao deixar o Cemitério de Inhaúma, na Zona Norte do Rio de Janeiro, onde participava do sepultamento do parceiro. De acordo com a Polícia Civil, há indícios de que Fabrício e Fábio mantinham relação com o comércio ilegal de cigarros, o que pode ter motivado os crimes. Os investigadores também apuram a possível ligação dos suspeitos com outras execuções relacionadas à disputa pelo controle do mercado clandestino.
Investigações continuam
A Justiça já havia decretado a prisão preventiva de Adilsinho durante o andamento do inquérito. Ele também é investigado em outros processos que apuram crimes relacionados à atuação de grupos criminosos ligados ao comércio ilegal de cigarros e à contravenção. As investigações continuam para identificar outros possíveis participantes do esquema criminoso e esclarecer a atuação do grupo na cadeia do comércio ilegal de cigarros no Rio de Janeiro.
O iG entrou em contato com a defesa de Adilsinho, mas não obteve retorno. As defesas dos outros investigados não foram localizadas.
