Cianobactérias tornam impróprios dois pontos de praia no Sul

Praia do Laranjal em Pelotas-RS(Foto: Divulgação/Prefeitura de Pelotas)

A Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) identificou a presença de cianobactérias em dois pontos na Praia do Laranjal, em Pelotas, no Rio Grande do Sul. A cidade, distante 263 km da capital Porto Alegre, é um famoso ponto turístico.

Segundo o órgão, foram encontradas 51 mil células de cianobactérias do tipo Microcystis sp por mililitro de água na Avenida Senador Joaquim Assumpção e no Trapiche, pontos considerados impróprios para banho. A presença das cianobactérias, confirmada por meio de um Boletim de Balneabilidade divulgado na última sexta-feira (6), liga o alerta para a qualidade de saúde dos banhistas que frequentam o local. As informações são da Zero Hora.

O que são cianobactérias? Elas são prejudiciais à saúde? 

O Instituto Evandro Chagas (IEC) informa que, as cianobactérias são bactérias semelhantes às microalgas do fitoplâncton e possuem uma coloração verde. Elas são naturalmente encontradas em rios, igarapés, reservatórios e lagos, nos quais participam de processos importantes no ambiente. Porém, quando estas são encontradas em grande quantidade (bloom) podem ser prejudiciais à saúde humana.

Um estudo divulgado pela Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (EPA) afirma que diversos tipos de algas podem produzir substâncias florações de algas nocivas para a saúde. Há também outros tipos de algas podem produzir condições de FAN com excesso de biomassa não tóxica, que causam hipóxia e problemas de odor/estéticos, incluindo diatomáceas, dinoflagelados, cianobactérias, algas verdes (como Cladophora ) e algas pardas (como Sargassum).  

Clima favorável e esgoto propiciam presença de cianobactérias

A presença desses organismos é um evento natural comum no verão, devido às altas temperaturas e à maior oferta de nutrientes. As cianobactérias se desenvolvem com facilidade em águas acima de 20°C, clima que prejudica outros organismos da lagoa.

O crescimento desses organismos é estimulado também por efeitos humanos, como esgoto doméstico não tratado e excesso de nutrientes da agricultura, incluindo fertilizantes inorgânicos sintéticos que chegam ao litoral. 

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