Congresso adia análise do acordo UE-Mercosul com pedido de vista

Vice-presidente da representação brasileira, Nelsinho Trad (PSD) e o presidente, deputado Arlindo Chinaglia (PT)Saulo Cruz/Agência Senado

A análise pelo Congresso Nacional do acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia, assinado em janeiro, foi interrompida nesta terça-feira (10), após apresentação de um pedido de vista do deputado Renildo Calheiros (PCdoB).

Com isso, a reunião da Representação Brasileira no Parlamento do Mercosul (Parlasul), grupo de deputados e senadores brasileiros que integra o órgão legislativo do bloco, foi suspensa e deve ser retomada no dia 24 de fevereiro, para votação do relatório lido pelo presidente do colegiado, deputado Arlindo Chinaglia (PT).

Para justificar seu pedido de vista, Renildo alegou que o acordo enfraquece a indústria brasileira. Segundo ele, não há chance de se mexer no texto final, mas a ideia é criar um debate sobre esse tema.

Já o relator Arlindo Chinaglia destacou que o acordo cria uma ampla área de livre comércio entre os blocos, com redução gradual de tarifas e preservação de setores considerados sensíveis, além de prever salvaguardas e mecanismos de solução de controvérsias.

O presidente da Comissão de Relações Exteriores e vice-presidente da Representação, senador Nelsinho Trad (PSD), destacou os impactos econômicos do acordo.

“Vinhos, chocolates, medicamentos, máquinas e carros europeus tendem a ficar mais acessíveis. Mais do que isso, vamos mandar produtos nossos com preços competitivos para lá, é algo muito positivo que vai incrementar a nossa economia”, declarou Trad.

O presidente da comissão disse ainda que a expectativa é concluir a votação do relatório logo após o retorno do carnaval.

Depois de aprovado, o acordo será formalizado como um projeto de decreto legislativo e seguirá para análise da Câmara e, depois, do Senado.

A etapa é obrigatória para que o tratado tenha validade no Brasil.

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