
A Polícia Civil de São Paulo solicitou o indiciamento dos donos da academia onde a professora Juliana Faustino Bassetto, de 27 anos, morreu devido a uma suposta intoxicação após usar a piscina da C4 Gym, no último sábado (7).
Na última quarta-feira (11), o três sócios Cesar Bertolo Cruz, Celso Bertolo Cruz e Cezar Miquelof Terração prestaram depoimento no 42º Distrito Policial, na Zona Leste de São Paulo. Após as escutas, os donos da academia foram liberados.
Relembre o caso
A professora Juliana Faustino Bassetto, de 27 anos, passou mal depois de participar de uma aula de natação na piscina da academia. Além dela, outros quatro alunos que nadavam na mesma piscina, entre eles o marido da docente, que a acompanhava na aula, também passaram mal e estão internados.
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De acordo com testemunhas, os alunos sentiram um cheiro químico intenso, seguido de queimação nos olhos, nariz e pulmões, além de episódios de vômito. Juliana e o marido receberam atendimento médico em um hospital de Santo André, mas a professora não resistiu após sofrer uma parada cardíaca. O marido da vítima segue hospitalizado em estado grave .
Academia interditada
Após a morte da professora, a academia foi interditada preventivamente pela Subprefeitura de Vila Prudente devido a irregularidades relacionadas à segurança e à documentação de funcionamento. As investigações da Polícia Civil apontam falhas na manutenção, ausência de autorizações e possíveis responsabilidades criminais.
Conforme as investigações, o responsável pela preparação dos produtos era um funcionário que acumulava a função de manobrista e realizava a manutenção química da piscina.
A Polícia Civil aguarda laudos periciais para concluir o inquérito e avaliar o enquadramento criminal, incluindo a possibilidade de responsabilização por homicídio culposo, quando não há intenção de matar.
