Trump anuncia retirada do ICE de Minnesota após duas mortes

Donald Trump, presidente dos Estados UnidosDivulgação/Casa Branca

O governo do presidente Donald Trump anunciou a retirada gradual dos agentes do Serviço de Imigração e Controle de Alfândega dos Estados Unidos (ICE) do estado de Minnesota após duas mortes registradas em operações federais na cidade de Minneapolis, em janeiro. O anúncio foi feito pelo chefe do ICE em Minnesota, Tom Homan.

O recuo da chamada Operação Metro Surge ocorre após uma mulher e um homem, ambos de 37 anos, morreram baleados em ações distintas conduzidas por forças federais em menos de um mês, casos que provocaram protestos e pressão de autoridades locais pela saída das equipes.

O anúncio foi feito pelo responsável federal pela operação no estado, que afirmou que parte dos agentes já começou a deixar Minnesota e que o restante será realocado nos próximos dias. Segundo Homan, um grupo reduzido permanecerá temporariamente para concluir investigações e acompanhar a transição.

Ao anunciar a retirada, o responsável federal afirmou que a operação resultou em mais de 4 mil prisões no estado e que Minnesota estaria “mais seguro” após as ações.

Homan disse que a aplicação das leis migratórias continuará em todo o país, com prioridade para pessoas consideradas ameaça à segurança pública. “Se você está no país ilegalmente, não está isento das leis de imigração. Se o encontrarmos, tomaremos as medidas cabíveis”, afirmou.  

Até a publicação da reportagem, o presidente estadunidense não se manifestou diretamente sobre o recuo das forças de imigração no estado.

  • LEIA MAIS: ICE: governo Trump anuncia retirada de 700 agentes de Minneapolis

Mortes em Minneapolis

Duas pessoas morreram em menos de um mês durante operações federais de imigração em Minneapolis. Em 07 de janeiro, uma mulher de 37 anos foi baleada dentro de um veículo durante uma ação do ICE.

Em outro caso, no dia 24 de janeiro, um homem de 37 anos morreu após ser atingido por disparos durante outra operação no sul da cidade. O DHS informou que a ação era direcionada contra um imigrante em situação irregular com antecedentes criminais, enquanto familiares afirmaram que a vítima era Alex Pretti, enfermeiro nascido em Illinois.

Os dois casos provocaram protestos na cidade e ampliaram o debate sobre a atuação das forças federais na região.

Reações e protestos

A coletiva também abordou manifestações registradas nas últimas semanas em Minneapolis e em outras áreas do estado. O representante federal afirmou que houve redução nas ocorrências envolvendo confrontos.

Agredir, resistir, intimidar ou interferir com um agente federal é crime, em violação da USC 111. Não é aceitável. Não será tolerado”, disse. Segundo ele, mais de 200 pessoas foram presas por esse tipo de acusação, e parte dos casos já teve denúncia apresentada pelo Ministério Público.

Ele declarou ainda que o ICE “não prendeu ninguém dentro de hospital, escola primária ou igreja” durante a operação. “Essas histórias simplesmente não aconteceram”, defendeu.

Mesmo com o encerramento da operação de reforço, parte do efetivo permanecerá no estado por um período de transição. Equipes de resposta rápida continuarão ativas enquanto houver risco de confrontos, segundo informado.

Homan acrescentou que a priorização de pessoas com antecedentes criminais “não significa esquecer os demais”.

O presidente Trump prometeu deportações em massa, e é isso que este país vai ter”, declarou.

Adicionar aos favoritos o Link permanente.