Litoral paulista tem 28 praias impróprias neste Carnaval

Vista aérea da Ponta da Praia, em Santos, no litoral de São PauloDougy Fernandes/Prefeitura de Santos

O litoral de São Paulo tem 28 praias classificadas como impróprias para banho neste Carnaval, segundo boletim divulgado nesta quinta-feira (12) pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb). Santos e Praia Grande concentram o maior número de pontos com restrição.

Das 175 praias monitoradas no estado, 21 ficam na Baixada Santista, uma no Litoral Sul e seis no Litoral Norte. A classificação é baseada em análises semanais da água do mar para verificar a presença de bactérias que indicam contaminação.

Há cinco décadas, técnicos da Cetesb coletam amostras exatamente nos pontos onde os banhistas entram no mar. O material é retirado sempre no mesmo local, a cerca de um metro de profundidade, e encaminhado para laboratório. O objetivo é identificar enterococos, bactérias microscópicas que funcionam como sinal de alerta para contaminação fecal.

A água aparentemente limpa pode estar imprópria. Por isso, o monitoramento é essencial para orientar a população e apoiar a gestão pública”, afirma Claudia Lamparelli, gerente do Setor de Águas Litorâneas da Cetesb.

A próxima atualização será feita no dia 19 de fevereiro.

Onde estão as praias impróprias

Na Baixada Santista, foram classificadas como impróprias as seguintes praias:

  • Bertioga: Enseada (Indaiá) e Enseada (Vista Linda).
  • Guarujá: Perequê e Enseada (Avenida Santa Maria).
  • Santos: Ponta da Praia, Aparecida, Embaré, Pompeia e José Menino (Rua Fred Ozanan).
  • São Vicente: Milionários, Gonzaguinha e Prainha.
  • Praia Grande: Boqueirão, Vila Tupi, Vila Mirim, Maracanã e Real.
  • Mongaguá: Santa Eugênia e Itaóca.
  • Itanhaém: Praia do Centro e Balneário Gaivota.

O Litoral Sul teve apenas uma praia classificada como imprópria:

  • Ilha Comprida: Prainha (Balsa).

Já no Litoral Norte, a restrição atinge as praias:

  • Ubatuba: Rio Itamambuca, Itaguá, Santa Rita e Lázaro.
  • Caraguatatuba: Prainha.
  • Ilhabela: Portinho.

Como é feita a classificação

O monitoramento das praias é realizado todas as semanas, durante todo o ano. A análise leva em conta os resultados das últimas cinco semanas para mostrar a tendência da qualidade da água, e não apenas uma mudança isolada.

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Uma praia é considerada imprópria quando duas ou mais amostras desse período apontam nível elevado de enterococos, ou quando a amostra mais recente apresenta índice muito acima do limite permitido.

As praias são classificadas como próprias ou impróprias para banho. Quando são consideradas próprias, ainda podem receber as classificações de excelente, muito boa ou satisfatória, conforme o nível de bactérias encontrado.

Além da contaminação por esgoto, situações como derramamento de óleo, maré vermelha, excesso de algas tóxicas ou surtos de doenças também podem levar à indicação de que a água não é adequada para banho.

Avaliação anual

Além do boletim semanal, a Cetesb também divulga uma classificação anual. Nela, as praias são avaliadas com base nos resultados das 52 semanas do ano e podem ser enquadradas como ótima, boa, regular, ruim ou péssima, conforme a frequência em que ficaram próprias ou impróprias.

O Programa de Balneabilidade das Praias Paulistas existe desde 1968, começou na Baixada Santista e, com o tempo, foi ampliado para todo o litoral do estado.

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