
O russo Alexei Navalny, morto em 2024, foi envenenado com uma toxina de rãs enquanto estava detido em uma colônia penal, no Ártico. Em uma declaração conjunta, Grã-Bretanha, França, Alemanha, Suécia e Holanda afirmaram que as análises de amostras do corpo de Navalny confirmaram a presença de epibatidina, uma substância encontrada em rãs-flecha venenosas, espécie característica da América do Sul.
No documento, os países também acusam a Rússia pela morte de Navalny, que é apontado como opositor de Vladimir Putin. O governo russo nega e classificou a acusação como “uma farsa de propaganda ocidental”.
Morte em prisão
Alexei Navalny era considerado o principal opositor do líder russo Vladimir Putin. Em 2021, Navalny foi detido por autoridades russas após retornar da Alemanha, sendo condenado à prisão até completar 74 anos .
Em 2024, Alexei Navalny ficou desaparecido por cerca de 20 dias. Mas, acabou tranferido para uma colônia penal do Ártico, onde morreu após ser condenado por extremismo e outras acusações.
A morte dele foi anunciada minutos antes da abertura da Conferência de Segurança de Munique. O falecimento de Navalny foi seguido por homenagens e protestos em toda a Europa, com manifestações em cidades como Londres, Berlim, Vilnius e Roma.
Sobre a rã-flecha
Conhecida por sua cor vibrante e pele altamente tóxica, a rã-flecha é um grupo de anfíbios da família Dendrobatidae, sendo encontrada em florestas tropicais da América Central e do Sul, incluindo regiões amazônicas do Brasil.

Sua pele secreta toxinas potentes, como batracotoxinas, capazes de paralisar ou matar animais maiores e até humanos, uma única rã pode produzir veneno suficiente para 10 adultos.
O nome faz referência ao seu uso por indígenas, que colocavam a toxina para envenenar as pontas de flechas utilizadas durante a caça.
